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Correio da Manhã

Portugal
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Torres da cadeia sem vigilância

Falta de guardas obriga a desativação de pontos de vigia no Estabelecimento Prisional de Coimbra.
Paula Gonçalves 17 de Dezembro de 2016 às 17:31
Estabelecimento Prisional de Coimbra
Estabelecimento Prisional de Coimbra FOTO: João Henriques
Algumas torres de vigia do Estabelecimento Prisional de Coimbra (EPC) estão "esporadicamente" sem vigilância devido à falta de elementos, admitiu à Lusa fonte da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

A situação foi denunciada por uma estrutura sindical. Face à "enorme falta de elementos de vigilância", as torres de vigia ficam, por vezes, desativadas, situação que tanto ocorre de dia como de noite, alertou fonte ligada a uma estrutura sindical.

A situação agrava-se, revela a mesma fonte, com o surgimento de novas ameaças, como é o caso dos drones, com os quais já foram registados "três episódios" em cadeias nacionais.

A DGRSP refere que "esporadicamente, tem sucedido haver uma ou outra torre do EPC que fica temporariamente sem elemento de vigilância, situação que se prende naturalmente com necessidades de recursos humanos". Acrescenta, no entanto, que "a segurança do estabelecimento não é posta em causa e se encontra sempre garantida". Recorda ainda que, para colmatar o problema da falta de elementos, está a decorrer um concurso para admissão de 400 novos guardas.

Os sindicatos que representam as chefias e os guardas prisionais dizem que o concurso para 400 guardas não é suficiente, estimando que haja menos 1200 elementos do que aquilo que seria necessário.

O estabelecimento prisional tem uma percentagem significativa de presos a cumprir penas pesadas e nos últimos anos registaram-se algumas fugas.
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