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Correio da Manhã

Portugal
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Trabalhadores da segurança dos aeroportos em greve de 48 horas a partir de sábado

Protesto tem como objetivo exigir a contratação coletiva, melhores condições de trabalho e uma carreira com dignidade.
Lusa 19 de Junho de 2017 às 19:28
Aeroporto
Greve dos trabalhadores de segurança promete causar transtornos nos aeroportos portugueses
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Greve dos trabalhadores de segurança promete causar transtornos nos aeroportos portugueses
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Greve dos trabalhadores de segurança promete causar transtornos nos aeroportos portugueses
Os trabalhadores da segurança privada dos aeroportos vão estar em greve no próximo sábado e domingo, exigindo melhores condições laborais, informou esta segunda-feira o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA).

Armando Costa, do SITAVA, disse esta segunda-feira à Lusa que se trata de uma greve de "48 horas corridas" em todos os aeroportos do país, incluindo os dos Açores e os da Madeira, e que "já foi apresentado o pré-aviso de greve".

O protesto dos trabalhadores da Prosegur e da Securitas que garantem a segurança dos aeroportos tem como objetivo exigir a "contratação coletiva", "melhores condições de trabalho" e "uma carreira com dignidade".

O SITAVA lamenta que, num contexto de "crescimento exponencial de passageiros", que se traduz num "aumento dos lucros da Vinci, da Prosegur e da Securitas e num aumento de receitas com as taxas de segurança (pagas pelos passageiros)", estas empresas "aproveitem para retirar direitos aos trabalhadores", uma situação que o sindicato considera ser "inaceitável".

"Há quem esteja a ganhar muito dinheiro com o aumento de passageiros nos aeroportos nacionais, mas não são os trabalhadores que zelam pela segurança dos passageiros, pois esses são cada vez mais precários e vivem num contexto cada vez mais difícil", aponta ainda o SITAVA, que garante que "tudo fará" para que a segurança nos aeroportos nacionais não fique comprometida.

Em maio, o SITAVA tinha emitido um outro pré-aviso de greve a todo o trabalho extraordinário entre os dias 3 de junho e 1 de outubro, depois de uma reunião insatisfatória com a TAP para discutir a proposta entregue em dezembro de revisão salarial para 2017.
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