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Correio da Manhã

Portugal
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Traficantes abasteciam discotecas

Há algum tempo que não entrava em campo, mas o ex-jogador de futebol parecia não ter perdido o jeito para driblar. Só que em vez dos adversários, especializou-se em fintas à polícia e, com o apoio da mulher e de um amigo, controlava uma pequena de rede de tráfico que fornecia droga em bares e em discotecas da noite de Lisboa. O negócio foi desmantelado pela PJ há poucos dias.
3 de Novembro de 2005 às 21:48
PJ apanhou rede regional de tráfico de heroína e cocaína
PJ apanhou rede regional de tráfico de heroína e cocaína FOTO: d.r.
A operação decorreu em Almada, Cascais e Sintra e permitiu a apreensão de dois carros, de gama média, heroína e cocaína suficientes para 2000 doses, uma pistola 6.35 mm com munições, duas balanças de precisão, dois moinhos e oito mil euros em notas, além de diversos objectos de valor.
O material apreendido estava em casa do casal. Têm ambos 24 anos, ela é empregada de bar e ele um ex--jogador de futebol – que alinhou pela última vez nos distritais. O terceiro elemento, de 45 anos, estava desempregado.
Segundo fonte da PJ, o grupo percorria a noite de Lisboa, com algumas paragens certas, para vender a droga, que a polícia encontrou distribuída por várias embalagens.
O ex-futebolista, a namorada e o amigo integravam uma rede de ‘dimensão regional’ e estão em prisão preventiva, enquanto a polícia investiga outras ramificações do negócio, de modo a, segundo a fonte, “neutralizar a organização”.
PJ APANHA BARÃO DA RAIA
A Polícia Judiciária do Porto deteve em flagrante delito, na zona de Montalegre, um português de 75 anos, antigo guarda-fiscal, considerado um dos maiores traficantes da raia portuguesa e espanhola. O ‘Cabo Pires’, como é conhecido na região, foi apanhado com dois espanhóis da Galiza quando negociavam cinco quilos de heroína num local ermo próximo de Montalegre. Após mais de 12 horas de interrogatório, o tribunal decretou prisão preventiva para o português, enquanto os galegos saíram em liberdade mediante o pagamento de uma caução monetária.
A detenção ocorreu na terça-feira, feriado, quando o português recebeu cinco quilos de heroína dos dois espanhóis: um de Ourense, de 40 anos, e o outro de Ginzio de Lima, de 65 anos, ambos lavradores. A operação foi presenciada pela PJ do Porto, que interrompeu o negócio e apreendeu a droga. “Armas, droga, moeda falsa, tudo lhe serve para comercializar”, disse fonte policial do português, que vai permanecer em prisão preventiva, após interrogatório que terminou de madrugada.
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