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Correio da Manhã

Portugal
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Traficantes de armas apanhados

Várias dezenas de armas apreendidas e pelo menos seis detidos é o balanço de uma operação que ontem de madrugada decorreu no concelho de Amarante.
27 de Outubro de 2009 às 00:30
O principal arguido da morte de João Melo foi condenado no Tribunal de Marco de Canaveses
O principal arguido da morte de João Melo foi condenado no Tribunal de Marco de Canaveses FOTO: António Rilo

M. Soares, conhecido como ‘Pistoleiro’, foi um dos detidos, devendo ser hoje presente ao Tribunal de Amarante para primeiro interrogatório judicial.

As autoridades acreditam que este grupo se encontra envolvido no negócio ilegal de armas há muitos anos e que terá sido através daqueles que foi adquirida a metralhadora usada nos assaltos às carrinhas de valor, em 2001, onde foi mortalmente baleado um inspector da PJ do Porto.

A operação esteve a cargo da PJ de Vila Real. À hora de fecho desta edição, as autoridades ainda se encontravam a fazer diligências, desconhecendo-se o número exacto de indivíduos que seria levado a tribunal para primeiro interrogatório judicial.

Das armas apreendidas – mais de uma dezena – destaca-se armamento de elevado calibre, armas vulgarmente designadas como de guerra. São de calibre 7.65 e 9 milímetros.

Refira-se, ainda, que a morte de João Melo, inspector da PJ do Porto, aconteceu em Janeiro de 2001, durante a intercepção a um grupo de perigosos assaltantes. O jovem inspector foi atingido à queima--roupa com tiros de metralhadora, tendo morte imediata. Um inspector-chefe, entretanto falecido na sequência de um acidente de viação, foi também baleado durante o tiroteio. O grupo foi entretanto apanhado e condenado a elevadas penas de prisão efectiva. Agora, a PJ acredita ter chegado ao grupo que vendeu as armas.

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