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Correio da Manhã

Portugal
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Traficantes obrigados a explicar ajuda na fuga

José Carlos Camargo e Rarisson Silva, os brasileiros que fugiram de uma carrinha dos Serviços Prisionais e foram recapturados num apartamento em Apúlia, Esposende, quando se preparavam para fugir num veleiro, foram ontem presentes ao Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, para serem reconduzidos à cadeia de Monsanto, onde já cumpriam prisão preventiva.
12 de Março de 2011 às 00:30
O transporte dos dois reclusos contou com fortes medidas de segurança até ao Tribunal Criminal de Lisboa
O transporte dos dois reclusos contou com fortes medidas de segurança até ao Tribunal Criminal de Lisboa FOTO: Vasco Neves

Serão agora alvo de outro inquérito pelos crimes de evasão, ofensa à integridade física e coacção e terão de explicar se tiveram alguma ajuda na fuga, conforme o inquérito interno o indiciava. Designadamente, a forma como obtiveram o gás-pimenta que usaram contra os guardas prisionais, quando aqueles os conduziam de regresso à cadeia, após serem interrogados no DCIAP, em Lisboa.

Está também por explicar o expediente usado para conseguirem libertar-se das algemas, o que lhes permitiu estar em liberdade desde 18 de Janeiro.

Além daqueles crimes, os brasileiros estão também indiciados por tráfico de estupefacientes agravado. Foram detidos, em Outubro de 2010, pela Polícia Judiciária, numa operação que resultou na apreensão de duas toneladas de cocaína.

À saída do tribunal, João Leitão, advogado dos arguidos, admitiu a hipótese, ainda que altamente remota, de vir a ser pedida a extradição dos arguidos. "Eles e as autoridades do Brasil podem pedir a extradição porque a génese dos factos imputados está no Brasil. Não se sabe é se vão ser extraditados", assegurou o causídico ao CM.

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