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Correio da Manhã

Portugal
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Tráfico de armas leva 5 à cadeia

O Tribunal de Vila Nova de Gaia não teve dúvidas de que o vigilante Rui Ferreira e o vendedor Rui Lamares eram os cabecilhas de uma rede de tráfico de armas e que faziam disso o principal modo de vida. Ontem, os dois principais arguidos do processo ‘Guns N’Roses’ foram condenados, respectivamente, a oito anos e meio e a seis anos de prisão efectiva.
24 de Janeiro de 2012 às 01:00
Rui Ferreira era o cabecilha da rede de tráfico de armas e foi condenado a oito anos e meio de prisão
Rui Ferreira era o cabecilha da rede de tráfico de armas e foi condenado a oito anos e meio de prisão FOTO: Miguel Pereira da Silva

O colectivo de juízes deu ainda como provados os factos imputados a Álvaro Ferreira e Paulo Castro, ambos condenados a três anos, bem como Armando Carvalho, sentenciado com três anos e oito meses de prisão. As penas são efectivas porque, nestes três casos, os crimes foram cometidos durante uma pena suspensa.

Dos 42 arguidos apanhados pela megaoperação da Judiciária do Porto, 15 tiveram penas suspensas e 18 foram absolvidos. Há ainda quatro arguidos condenados a pena de multa, como é o caso do agente da PSP Dinis Vieira (ver caixa). "Todos os factos da acusação foram provados, salvo algumas ressalvas insignificantes que nem me vou dar ao trabalho de elencar", referiu a juíza-presidente dirigindo-se aos dois cabecilhas da rede de tráfico de armas, na leitura do acórdão. Ambos estão em prisão preventiva, sendo que o advogado de Rui Lamares já garantiu que vai recorrer da decisão.

Do grupo, que actuou entre os anos de 2009 e 2010, Vítor Ferreira – considerado pela acusação como um dos principais elementos da rede desmantelada – foi absolvido, deixando por isso de estar em prisão domiciliária.

AGENTE DA PSP PAGA 1000 EUROS

Condenado há cerca de um mês pelo Tribunal de Matosinhos a três anos e meio de prisão efectiva por extorsão em estabelecimentos, o agente da PSP Dinis Vieira, de 37 anos, também acusado no processo ‘Guns’ N Roses’ de um crime de detenção de arma proibida e outro de tráfico e mediação, foi ontem condenado a pagar mil euros de multa. "Na altura estava suspenso por doença e tinha entregue a pistola e as munições que usava em serviço. Esta pena é aplicada tendo em conta a sua profissão", disse a juíza. No entanto, o arguido, que agora está prisão domiciliária com pulseira electrónica,foi apenas condenado pelo crime de posse de arma proibida. O tribunal absolveu-o do crime de tráfico de armas. O Comando da PSP do Porto propôs a sua expulsão da polícia.

Vila Nova de Gaia tráfico de armas
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