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Correio da Manhã

Portugal

Tráfico leva ao ataque a PSP

Homem abatido por agente da PSP ia ser constituído arguido.
Miguel Curado 9 de Setembro de 2016 às 15:21
Nélson Fossa partilhava casa com conterrâneos no Vale da Amoreira
Nélson Fossa partilhava casa com conterrâneos no Vale da Amoreira FOTO: Inês Gomes Lourenço
Nélson Fossa, o guineense de 52 anos morto por um agente da PSP do Barreiro depois de o ter agredido, e a um colega, à machadada e à facada no Vale da Amoreira, Moita, ia ser constituído arguido num inquérito por tráfico de droga.

Investigado em seis inquéritos da PSP entre 2011 e 2016 (existem mais investigações da GNR nas quais o guineense é suspeito, nomeadamente por ofensas corporais, e que ainda estão a ser reunidas), Nélson Fossa era conhecido por ter mais de 100 quilos e 2 metros de altura.

A meio da manhã de quarta-feira, os agentes Godinho e Lourenço da PSP do Barreiro viram-no a passar na avenida Almada Negreiros. Nélson Fossa foi abordado para ser identificado – e nem disse nada. Tirou o machado e uma faca da mochila e atacou o agente Godinho no pescoço e depois o agente Lourenço com uma facada num braço. O agente Godinho sacou da pistola e, com 4 disparos, matou–o.

O polícia deverá ser constituído arguido mas, ao que o CM apurou, a investigação aponta para a legítima defesa. O agente Godinho esteve internado no Hospital do Barreiro mas teve ontem alta. Ele e o colega da PSP pediram apoio psicológico.
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