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Correio da Manhã

Portugal
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Tragédia da praia Maria Luísa julgada quase dez anos depois

Cinco mortos e dois feridos resultaram da queda de falésia, em agosto de 2009.
Diana Santos Gomez e Sérgio Pereira Cardoso 22 de Janeiro de 2019 às 09:18
Bombeiros tiveram de recorrer a máquinas para conseguirem retirar os corpos das vítimas debaixo dos escombros da arriba, que caiu a 21 de agosto de 2009 na praia Maria Luísa
Bombeiros tiveram de recorrer a máquinas para conseguirem retirar os corpos das vítimas debaixo dos escombros da arriba, que caiu a 21 de agosto de 2009 na praia Maria Luísa
Praia Maria Luísa
Bombeiros tiveram de recorrer a máquinas para conseguirem retirar os corpos das vítimas debaixo dos escombros da arriba, que caiu a 21 de agosto de 2009 na praia Maria Luísa
Bombeiros tiveram de recorrer a máquinas para conseguirem retirar os corpos das vítimas debaixo dos escombros da arriba, que caiu a 21 de agosto de 2009 na praia Maria Luísa
Praia Maria Luísa
Bombeiros tiveram de recorrer a máquinas para conseguirem retirar os corpos das vítimas debaixo dos escombros da arriba, que caiu a 21 de agosto de 2009 na praia Maria Luísa
Bombeiros tiveram de recorrer a máquinas para conseguirem retirar os corpos das vítimas debaixo dos escombros da arriba, que caiu a 21 de agosto de 2009 na praia Maria Luísa
Praia Maria Luísa
Quase dez anos depois da tragédia que ocorreu a 21 de agosto de 2009, na sequência da derrocada de uma falésia, na praia Maria Luísa, em Albufeira, está marcada para 15 de março a primeira sessão da ação cível, no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Loulé. Apenas o Estado responde pelo pedido de indemnização de 911 mil euros, feito pelos familiares dos cinco mortos e dois feridos graves.

O nadador-salvador da praia, a Agência Portuguesa do Ambiente, os ministérios do Ambiente e da Defesa, a Capitania do Porto de Portimão e a Autoridade Marítima Nacional também eram visados na ação, mas foram excluídos, depois do tribunal decidir que só o Estado deve responder pelo pedido de indemnização.

Manuel Pereira, então com 84 anos, e que perdeu a única filha, duas netas e o genro na tragédia, foi um dos principais impulsionadores da ação cível, entregue no TAF de Loulé em 2012 e que incluiu também, como autores, familiares da quinta vítima mortal. Manuel Pereira viria a morrer em setembro de 2016, vítima de doença prolongada, sem ver o processo chegar a julgamento.

Os familiares das vítimas daquele que foi o acidente mais grave do género registado em praias do país, entendem que houve negligência grosseira e que os réus omitiram os deveres de vigilância. As inscrições de ‘perigo’ à entrada da praia e de ‘zona perigosa’ junto à arriba, eram insuficientes, defendem.

Entretanto, o Ministério Público arquivou o inquérito crime à tragédia.

PORMENORES
Mais informação
O comandante da capitania de Portimão, Ricardo Arrabaça, considera que hoje há mais informação a divulgar e a assinalar os riscos que as arribas representam para os banhistas nas praias.

Estrangeiros
Ricardo Arrabaça refere que os "turistas estrangeiros colocam-se várias vezes em zonas de risco, mesmo assinaladas". Alguns "vão ver porque é que as zonas de risco estão interditas", refere.

Zonas interditas
Atualmente a multa por entrar em zonas de risco de derrocada situa-se entre os 30 euros e os 100 euros. Segundo a Capitania do Porto de Portimão, em 2018 não foram aplicadas coimas.
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