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Correio da Manhã

Portugal
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"Tratou o filho bebé de forma degradante": Juíza condena mulher que abanou recém-nascido para o calar

Criança ficou com lesões graves. Costureira, de Vila Nova de Famalicão, foi condenada a três anos de cadeia.
Ana Isabel Fonseca 15 de Fevereiro de 2020 às 07:12
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto FOTO: Peter Spark/Movephoto
O coletivo de juízes considerou que a costureira, de 29 anos e natural de Vila Nova de Famalicão, revelou "desprezo e falta de empatia" com o filho recém-nascido quando o abanou de forma violenta, causando-lhe graves lesões. Pretendia silenciar o choro do menino, de apenas um mês, que tinha contraído uma gastroenterite. Deu-lhe ainda várias palmadas. Esta sexta-feira, a mulher foi condenada no Tribunal de S. João Novo, no Porto, a três anos de prisão efetiva e a pagar uma indemnização de 20 mil euros ao próprio filho.

A costureira está em preventiva há um ano e dois meses e deverá agora cumprir o resto da pena em casa. Os técnicos da reinserção social vão elaborar um relatório para se perceber se existem condições para tal. "Tratou o filho bebé de forma degradante e atingiu-o na sua dignidade. Conseguia prever que com a sua conduta podia causar danos físicos e emocionais ao menor", disse a juíza.

A mulher fica inibida das responsabilidades parentais durante dez anos. Não pode ainda exercer qualquer profissão que implique contactar com menores com idades para frequentar o pré-escolar até ao 2º ciclo.

Os factos remontam a outubro de 2018. A mulher abanou várias vezes o menino, tendo este sido levado para o Hospital de São João, no Porto, onde foi mais uma vez abanado. A costureira embalava ainda o filho de forma violenta e insultava-o. Chegou a apelidar o bebé de "demónio". A criança está com uma família de acolhimento.
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