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Correio da Manhã

Portugal
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Travesti foi atirado com vida ao poço

A autópsia realizada ao travesti, Gisberto Júnior, de 45 anos, sem-abrigo, que alegadamente foi morto por um grupo de adolescentes da Oficina de São João, no Porto, revela que a vítima terá sido atirada ainda com vida para o poço do prédio abandonado onde o seu cadáver acabou por ser encontrado.
3 de Março de 2006 às 10:59
Em exames complementares realizados no âmbito da autópsia, os peritos encontraram nos órgãos internos organismos idênticos aos que existem na água do poço, escreve o 'Diário de Notícias', citando uma fonte judicial. O jornal acrescenta que "o nexo causal poderia ser bastante difícil de averiguar se o corpo já tivesse sido atirado ao poço sem vida", pois tudo indica que a vítima tenha sido agredida várias vezes por indivíduos diferentes ao longo de vários dias.
Os 14 menores, 13 a viver na Oficina São José e o outro no Centro Juvenil de Campanhã, foram identificados pela PJ como presumíveis autores do homicídio e ocultação de cadáver.
O grupo de suspeitos, com idades entre os 13 e os 16 anos, já foram ouvidos pelo Tribunal de Família e Menores e pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto que ordenou o internamento em centros educativos de 11 dos jovens, com idades entre os 13 e os 15 anos.
Quanto aos restantes, um ficará à guarda da instituição onde reside, a Oficina S. José, o décimo terceiro foi ilibado de qualquer procedimento e o jovem de 16 anos ouvido no Tribunal de Instrução Criminal do Porto ficou em prisão preventiva a aguardar julgamento.
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