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Correio da Manhã

Portugal
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Treinador apanha 10 anos de prisão por abusar de rapazes

Tribunal deu como provados nove dos 1775 crimes de abuso.
Ana Silva Monteiro 11 de Julho de 2017 às 01:30
Humberto Cunha está na cadeia por abusar de quatro meninos, que tinham entre 12 e 13 anos
Tribunal de S. João Novo condenou-o esta segunda-feira
Abusos
Humberto Cunha, de 65 anos, está em prisão preventiva desde julho do ano passado
Humberto Cunha está na cadeia por abusar de quatro meninos, que tinham entre 12 e 13 anos
Tribunal de S. João Novo condenou-o esta segunda-feira
Abusos
Humberto Cunha, de 65 anos, está em prisão preventiva desde julho do ano passado
Humberto Cunha está na cadeia por abusar de quatro meninos, que tinham entre 12 e 13 anos
Tribunal de S. João Novo condenou-o esta segunda-feira
Abusos
Humberto Cunha, de 65 anos, está em prisão preventiva desde julho do ano passado
O Tribunal de S. João Novo, no Porto, condenou ontem a 10 anos de prisão um treinador de futsal do concelho de Gondomar por abusar sexualmente de quatro menores. O arguido terá ainda de pagar uma indemnização de 73 mil euros aos quatro rapazes pelos danos causados, nomeadamente psicológicos. O advogado de defesa admitiu que poderá recorrer da decisão.

Humberto Cunha, de 65 anos, estava acusado de ter abusado sexualmente de quatro crianças 1775 vezes, mas o tribunal só conseguiu provar nove dos crimes de abuso sexual de menores e adolescentes e o recurso à prostituição. O juiz admitiu que o depoimento das vítimas foi fundamental para perceber o caso. O advogado de defesa não concorda.

"Eu estive na sala e ouvi os menores. Eles pouco falavam e, quando o faziam, eram arrastados para respostas. Isto não retira a culpa ao arguido, mas há falhas", disse Paulo Dias, que fez saber que, depois de ler a acusação e de falar com seu cliente, poderá recorrer da decisão.

Os abusos aconteceram entre os anos de 2012 e 2015, na casa de Humberto Cunha - que desde 2016 está em prisão preventiva. O arguido abusou dos menores com idades entre os 12 e os 13 anos e, em troca, dava-lhes dinheiro e tabaco. O homem aproveitou a proximidade que tinha com os rapazes e com a família para praticar os atos.

O juiz considerou que o arguido, que nunca falou em tribunal durante o processo, não tinha noção da gravidade dos atos que tinha praticado.
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