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Correio da Manhã

Portugal
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Três anos de pena suspensa para mulher que pegou fogo a casa onde vivia em Matosinhos

Núria Antunes vai ter de se submeter a tratamento psiquiátrico para evitar ser presa.
Lusa 20 de Fevereiro de 2019 às 12:02
Mulher ateou fogo a apartamento em Leça da Palmeira
Mulher ateou fogo a apartamento em Leça da Palmeira
Tribunal de Matosinhos
Mulher ateou fogo a apartamento em Leça da Palmeira
Mulher ateou fogo a apartamento em Leça da Palmeira
Tribunal de Matosinhos
Mulher ateou fogo a apartamento em Leça da Palmeira
Mulher ateou fogo a apartamento em Leça da Palmeira
Tribunal de Matosinhos

O Tribunal de Matosinhos condenou, esta quarta-feira, uma mulher de Matosinhos a uma pena de três anos de pena suspensa pelo crime de incêndio por negligência. Foi-lhe ainda aplicada obrigatoriedade de acompanhamento psiquiátrico e toxicológico. Núria Antunes, de 36 anos, estava acusada de ter incendiado a própria casa em abril do ano passado, em Leça da Palmeira, Matosinhos.

Na leitura do acórdão, a juíza presidente do coletivo disse que ficou provado que a mulher que estava sozinha em casa e que foi a responsável pelo incêndio que destruiu o apartamento em que vivia, colocando em causa a segurança do prédio e dos moradores.

 Não ficou, no entanto, provado o dolo porque não foram encontrados vestígios de isqueiros ou fósforos na habitação. A juíza reforçou que se tratou de um crime bastante grave que poderia ter tido outras consequências.

Ao ouvir a decisão do tribunal, Núria Antunes não controlou a emoção e agradeceu por não ter cumprir a pena na cadeia. No entanto, a juíza reforçou que caso não cumpra o plano de tratamentos psiquiátricos vai para a cadeia. Recorde-se que a mulher esteve em prisão preventiva até fevereiro deste ano.

O caso remonta a 25 de abril de 2018, quando a arguida depois de ameaçar uma vizinha ao dizer-lhe que naquele dia "ia tudo pelo ar". Pouco depois, começou um incêndio na sua casa, no sofá do apartamento onde vivia sozinha, em Leça da Palmeira, Matosinhos.

Enquanto o fogo alastrava, fugiu do local, despida e foi para um café onde deu o alerta. Durante o julgamento, negou que tenha ateado o incêndio. Núria Antunes estava ainda acusada do crime de ameaça, mas foi absolvida, porque, apesar das injúrias que proferia contra os vizinhos, não se conseguiu provar que fossem reais.

O advogado de defesa prescindiu do prazo de recurso. À CMTV disse estar satisfeito com a decisão porque, segundo ele, foi feita justiça.

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