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Correio da Manhã

Portugal
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Três casas inundadas e um carro arrastado pelo mar na Trafaria

Morador filmou o momento em que o mar invadiu a sua casa, em Almada.
Lusa 1 de Março de 2018 às 16:28
Mau tempo na Trafaria
Mau tempo na Trafaria
Mau tempo na Trafaria
Mau tempo na Trafaria
Mau tempo na Trafaria
Mau tempo na Trafaria

Três casas do Bairro do Segundo Torrão, na Trafaria, concelho de Almada, ficaram esta quinta-feira inundadas e um carro foi arrastado pela ondulação forte, disse fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

"Cerca das 15h00, registou-se um pico da maré na Trafaria. O mar galgou, foram afetadas três habitações e um veículo foi arrastado pela água e, entretanto, já foi recuperado", disse a mesma fonte, acrescentando que não há vítimas a registar.



Em declarações à agência Lusa, o comandante da Capitania do Porto de Lisboa, Coelho Gil, disse que o "serviço de Proteção Civil Municipal encontra-se no local a reforçar com obstáculos para que a água não se volte a aproximar das casas".

De acordo com o responsável, o pico de maré cheia "aconteceu antes das 15h00 pelo que se prevê que a situação tenda a melhorar", apesar da "ondulação elevada" que se faz sentir.

Fonte dos bombeiros voluntários da Trafaria disse à Lusa que se tratou de "um galgamento costeiro".



Cova do Vapor com principal acesso cortado e casas inundadas
O mar transpôs hoje o molhe que protege as casas da Cova do Vapor, na Trafaria, Almada, inundando quatro imóveis e cortando o acesso principal à aldeia, constatou a Lusa no local.

Segundo Eduardo Ferreira, da Associação de Moradores da Cova do Vapor, "há mais de 30 anos que a aldeia não era fustigada desta maneira".

"A força do mar, juntamente com o vento, fizeram isto. Nem chovia muito na altura", disse Eduardo Ferreira à Lusa.

De acordo com o morador, as autoridades chegaram rapidamente ao local depois de terem sido chamadas.

Eduardo Ferreira explicou que em causa está apenas uma casa de habitação permanente, enquanto as restantes três afetadas são de fim de semana ou férias.

O morador lembrou também que não houve mais problemas porque o molhe de pedras foi "há cerca de cinco/seis anos intervencionado com apoio da Administração do Porto de Lisboa".

"Houve uma grande reposição de pedra e é isso que tem protegido ao longo destes anos das intempéries e avanços de mar", disse.

Autoridades permanecem vigilantes em Almada devido a nova preia-mar
A vereadora da Proteção Civil de Almada afirmou hoje que as autoridades vão permanecer vigilantes na aldeia da Cova do Vapor e no Bairro do Segundo Torrão, na Trafaria, já que se prevê nova preia-mar durante a madrugada.

"Permanecemos durante todo o dia de hoje e vamos continuar durante o período da noite. Prevê-se forte agitação marítima também durante a noite de hoje, mas já não será tão forte como o pico que aconteceu cerca das 15:00. O vento está a acalmar", disse Francisca Parreira, em declarações à agência Lusa.

O mar transpôs hoje o molhe que protege as casas da Cova do Vapor, inundando quatro imóveis e cortando o acesso principal à aldeia, constatou a Lusa no local.

De acordo com a responsável da autarquia do distrito de Setúbal, tanto na aldeia da Cova do Vapor como no Bairro do Segundo Torrão - onde outras três casas ficaram inundadas e um carro foi arrastado e entretanto recuperado - estiveram 15 viaturas e 38 operacionais, entre agentes locais da proteção civil, autoridade marítima, bombeiros, funcionários da União de Freguesias da Caparica e Trafaria.

O contingente irá manter-se a monitorizar o território.

A vereadora acrescentou ainda que na Costa da Caparica "não houve registo de ocorrências".

Segundo Francisca Parreira, a Administração do Porto de Lisboa também esteve nos locais afetados, estando a fazer uma avaliação "dos rombos em toda a pedra na frente ribeirinha e naquelas que foram deslocalizadas com as inundações".

A responsável disse ainda "não haver confirmação de desalojados", mas apenas "alguns prejuízos que se estão a avaliar em bens pessoais e habitações".

Em relação ao Bairro do Segundo Torrão, Francisca Parreira avançou que duas casas "ficaram com um palmo de água", lembrando que se trata de um bairro com "problemáticas sociais associadas" e que algumas casas "estão construídas em zona de risco".

Já na Cova do Vapor, segundo Eduardo Ferreira, da Associação de Moradores da Cova do Vapor, "há mais de 30 anos que a aldeia não era fustigada desta maneira".



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