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Correio da Manhã

Portugal
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Libertados todos os suspeitos da rede de jogo ilegal que rendeu 80 milhões

O advogado José Figueiredo ficou com termo de identidade e residência.
Sofia Garcia 9 de Novembro de 2018 às 01:30
José Figueiredo, advogado suspeito de liderar o esquema criminoso
Arguidos ouvidos em primeiro interrogatório no Tribunal de Setúbal
Arguidos ouvidos em primeiro interrogatório no Tribunal de Setúbal
José Figueiredo, advogado suspeito de liderar o esquema criminoso
Arguidos ouvidos em primeiro interrogatório no Tribunal de Setúbal
Arguidos ouvidos em primeiro interrogatório no Tribunal de Setúbal
José Figueiredo, advogado suspeito de liderar o esquema criminoso
Arguidos ouvidos em primeiro interrogatório no Tribunal de Setúbal
Arguidos ouvidos em primeiro interrogatório no Tribunal de Setúbal
Todos os detidos pela GNR no âmbito de uma rede criminosa de exploração ilícita de jogos e apostas online, que atuava de Norte a Sul do País, saíram esta sexta-feira de madrugada em liberdade, por decisão do Tribunal de Setúbal.

O advogado José Figueiredo, suspeito de chefiar a rede, ficou com termo de identidade e residência. Os restantes suspeitos ficaram com medidas de coação diferentes. Uns ter-se-ão de apresentar nas autoridades semanalmente, outros quinzenalmente e outros ficam, à semelhança do advogado, com termo de identidade e residência.

Três dos detidos trabalhavam numa empresa que foi alvo de buscas, na terça-feira, em Vila Nova de Gaia - a Diversal. Foram detidos por engano: "Lamento a detenção dessas pessoas que estavam apenas em redor do armazém visado nas buscas. Espero que sejam apuradas responsabilidades pelo erro grosseiro que foi cometido contra estes três homens, que nada têm de ver com o processo. Estou escandalizado", afirmou Aníbal Pinto, advogado de um dos arguidos.

Já José Figueiredo, o advogado com escritório em Vila Nova de Gaia suspeito de estar no topo do esquema criminoso, disse à juíza de instrução que foi erradamente detido. Terá afirmado que tem uma carreira especializada na área do jogo ilícito e que representa muitos clientes nesta área criminal. Garantiu, por isso, que mantém apenas uma relação profissional com alguns dos arguidos porque já os defendeu em casos anteriores, não só ligados ao jogo ilegal.

A megaoperação do GNR começou na terça-feira e durou até esta sexta-feira de madrugada. Segundo a investigação, a rede criava domínios na internet para exploração de apostas online. Depois, distribuía os jogos por cafés e restaurantes - não só Portugal. O esquema terá gerado lucros milionários e lesado o Estado em cerca de 80 milhões de euros, em imposto não cobrado.
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