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Correio da Manhã

Portugal
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Prisão preventiva para três dos sete detidos na operação "BITphish"

Arguidos estão indiciados por burla informática, falsidade informática, acesso ilegítimo, branqueamento de capitais e associação criminosa.
Sérgio A. Vitorino 30 de Abril de 2021 às 18:00
Prisão
Prisão FOTO: Getty Images

Três dos detidos na operação ‘BITPHISH’, da PJ, ficaram esta sexta-feira em prisão preventiva. O juiz Ivo Rosa, do Tribunal Central de Instrução Criminal, manteve em liberdade outros três detidos. Tal como o CM noticiou, o grupo enviou 500 mil mensagens SMS fazendo-se passar por bancos. Conseguiu, assim, enganat 120 pessoas, a quem sacou 1 milhão de euros das contas.

Quarta-feira, no dia da operação, a PJ anunciou a detenção de seis suspeitos, quatro homens e duas mulheres, com idades entre os  25 e os 70 anos, e a constituição de mais 10 arguidos. Entretanto foi detido mais uma mulher, aumentando o número para sete.

Duas mulheres e um homem ficaram em prisão preventiva. Um homem em liberdade total e dois homens e uma mulher com obrigação de apresentações semanais à polícia.

Nesta operação da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), da PJ, foram apreendidos 200 mil euros em numerário, um apartamento, um automóvel, uma arma de fogo e diversos elementos de prova. Em causa estão os crimes de crimes de burla informática, falsidade informática, acesso ilegítimo, branqueamento de capitais e associação criminosa.

"Os factos em investigação centram-se no modus operandi denominado de phishing bancário, na modalidade de smishing e vishing. Em concreto, os agentes do crime enviavam uma mensagem SMS com aparência de origem de uma Instituição Bancária contendo um texto padrão onde induzia a vítima a carregar num endereço eletrónico supostamente para evitar uma multa. As vítimas ao acederem ao link entrava num website semelhante à página do Banco onde forneciam as suas credenciais de acesso ao serviço homebanking. Seguidamente as vítimas eram contactadas por chamada de voz, por indivíduo que dizia ser do serviço de segurança do Banco, com o propósito de enganar a vítima a validar a transferência bancária ilícita realizada", descreveu a PJ.

 

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