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Correio da Manhã

Portugal
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Tribunal assaltado

Os julgamentos com videoconferência previstos para ontem no Tribunal da Covilhã foram adiados, devido ao furto de dois ecrãs, ocorrido no fim-de-semana. No espaço de pouco mais de um ano, este foi o terceiro caso de intrusão no Palácio da Justiça, que se encontra em obras.
26 de Janeiro de 2010 às 00:30
As obras em curso no tribunal contribuem para a falta de segurança
As obras em curso no tribunal contribuem para a falta de segurança FOTO: Edgar Martins

Os ladrões partiram um vidro nas traseiras do edifício, entraram na secretaria e revistaram as gavetas de várias secretárias à procura de valores, disse ao CM uma fonte judicial.

Como não encontraram dinheiro, apoderaram-se dos dois ecrãs LCD destinados às sessões de videoconferência, instalados nas salas de audiências e dos advogados. Levaram ainda "um telemóvel de serviço, um par de colunas de som e diverso material de escritório, deixando montes de papéis espalhados pelo chão" do tribunal.

Em Janeiro do ano passado, um jovem de 18 anos entrou no tribunal de noite, utilizando o mesmo método. Partiu um vidro com uma pedra e remexeu as gavetas e armários da secretaria até encontrar algum dinheiro. No dia seguinte foi apanhado pela PSP. Em Outubro de 2008, um homem esteve três horas barricado e armado no interior do tribunal. Tinha perdido um processo de regulação de poder paternal, muniu-se de uma pistola ilegal, de calibre 6,35 mm, dirigiu-se a uma sala de audiências vazia e sentou-se na cadeira do juiz para protestar com a decisão. O caso só foi resolvido com a intervenção de negociadores da Unidade Especial de Polícia da PSP.

"Não há segurança nenhuma, nem durante o dia", queixam-se fontes judiciais. O Ministério da Justiça anunciou ontem que vai instalar sistemas de alarme e segurança após as obras.

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