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Correio da Manhã

Portugal
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Tribunal confirma crimes de assaltantes de carrinha de valores

O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Coimbra remeteu para julgamento o processo que envolve seis arguidos por assalto a uma carrinha de valores em Dezembro de 2009, confirmando os crimes de que eram acusados.
14 de Fevereiro de 2012 às 15:49
Os assaltantes utilizaram explosivos para rebentar com a blindagem do veículo de transporte de valores, que imobilizaram na via com recurso a duas viaturas de mercadorias
Os assaltantes utilizaram explosivos para rebentar com a blindagem do veículo de transporte de valores, que imobilizaram na via com recurso a duas viaturas de mercadorias FOTO: Ricardo Almeida

Em resultado da decisão instrutória de pronúncia dos seis arguidos, quatro de nacionalidade francesa e dois portugueses, o processo será esta terça-feira, ou amanhã, remetido para o Tribunal Judicial de Coimbra, para julgamento em tribunal colectivo, disse fonte judicial.

A abertura de instrução foi apenas requerida por um dos arguidos - o que em Portugal terá dado apoio ao grupo operacional -, após a qual o TIC declarou existirem "indícios de todos os factos vertidos na acusação".

É indiciado por cumplicidade na prática dos crimes de roubo agravado e de explosão e pela prática de crime de detenção de arma proibida.

Quanto aos restantes arguidos, o TIC entende que "as questões colocadas na instrução requerida não abalaram os indícios" da prática de crimes de que são acusados, de roubo, explosão, furto qualificado, detenção de arma proibida e associação criminosa.

O roubo, no final da tarde de 19 de Dezembro de 2009, em Taveiro, Coimbra, rendeu 293.442,18 euros.

Na operação utilizaram explosivos para rebentar com a blindagem do veículo de transporte de valores, que imobilizaram na via com recurso a duas viaturas de mercadorias furtadas dias antes em Cantanhede e Vila Nova de Gaia.

Como o aparato do roubo despertou a curiosidade de transeuntes, os assaltantes levaram apenas uma parte dos cerca de nove milhões de euros que o veículo transportaria, pondo-se em fuga pela auto-estrada noutra viatura, que abandonaram na zona de Pombal.

Dos seis arguidos do processo, cinco encontram-se em prisão preventiva a aguardar julgamento.

O arguido que requereu a abertura de instrução, mecânico, é apontado como amigo e parceiro de negócio de viaturas de outro acusado no processo.

Num armazém arrendado numa antiga fábrica cerâmica de Sandoeira, Ourém, foi apreendido um automóvel presumivelmente utilizado no assalto.

Naquele armazém terão pernoitado os "operacionais" após o assalto e o arguido residente em Ourém terá transportado, no dia seguinte, três deles para uma reunião em Aveiro. Horas mais tarde levou-os para o comboio na Estação do Oriente, em Lisboa, para seguirem para França.

Meses depois, no sótão da capela de S. Romão de Sandoeira, de que aquele arguido era membro da comissão fabriqueira, no meio de barrotes e debaixo de placas de isolamento, foram encontradas armas utilizadas no assalto, explosivos, granadas, coletes anti bala, gorros e outros objectos.

Neste processo, a investigação não conseguiu identificar um outro indivíduo que aparece nas imagens de videovigilância de um centro comercial de Aveiro na companhia dos "operacionais" e que terá beneficiado, em partes iguais, da distribuição do produto do roubo.

Um telemóvel caído na zona do assalto, com software francês, alguns contactos telefónicos que tinha, as ligações dos números contactados e as localizações celulares dos equipamentos ao longo dos meses foram determinantes para esclarecer o caso.

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