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Correio da Manhã

Portugal
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Tribunal da Relação não perdoa explicador pedófilo

Arguido sempre alegou estar apaixonado pela vítima, de 14 anos. Pedia pena suspensa.
Ana Isabel Fonseca 27 de Outubro de 2019 às 09:33
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Arguido sempre alegou estar apaixonado pela vítima, de 14 anos. Pedia pena suspensa.
Condenado a oito anos de cadeia por abusar sexualmente de uma menor, de 14 anos, o explicador não se conformou com a decisão.

Recorreu para o Tribunal da Relação do Porto e alegou que devia ser punido com uma pena suspensa e não superior a quatro anos. Dizia que outros pedófilos e violadores, que cometeram crimes mais graves, levaram penas mais leves. Os juízes não atenderam às pretensões do arguido, de 57 anos, e confirmaram a primeira decisão.

O homem, que era dono de um centro de estudos em Matosinhos, entendia que deveria ser castigado por um único crime em trato sucessivo de abuso sexual de crianças. Também aqui perdeu o recurso e continuou condenado por um total de dez crimes de abuso sexual de menores dependentes.

Segundo o processo, o arguido - que está na cadeia - cometeu os atos entre junho de 2017 e o final de janeiro de 2018. O homem começou a abordar a menor a quem dava explicações de Matemática através de mensagens. Já mais tarde, levou a menina no seu Porsche Cayenne até um outro centro de estudos que possuía e que não se encontrava em funcionamento.

Foi lá que manteve relações sexuais com a vítima por diversas vezes. Durante aqueles meses, o homem teve ainda 8304 conversas com a vítima, entre chamadas telefónicas e mensagens escritas. No julgamento, o explicado pedófilo alegou que estava apaixonado pela menor e que não sabia que estava a cometer um crime.
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