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Correio da Manhã

Portugal
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Tribunal de Bragança adia para 4.ª feira decisão sobre suspeitos de agredir até à morte Giovanni Rodrigues

Polícia Judiciária deteve, na segunda-feira, estes três novos suspeitos de estarem envolvidos nos acontecimentos que levaram à morte do estudante cabo-verdiano.
Lusa 9 de Junho de 2020 às 23:45
Luís Rodrigues tinha 21 anos e estava em Bragança desde outubro
Luís Giovani Rodrigues tinha 21 anos
Luís Rodrigues tinha 21 anos e estava em Bragança desde outubro
Luís Giovani Rodrigues tinha 21 anos
Luís Rodrigues tinha 21 anos e estava em Bragança desde outubro
Luís Giovani Rodrigues tinha 21 anos
O Tribunal de Bragança adiou hoje novamente a decisão sobre as medidas de coação a aplicar aos três suspeitos de envolvimento nos acontecimentos que levaram à morte do estudante cabo-verdiano em Bragança, marcando para quarta-feira a continuação das diligências.

Numa nota escrita distribuída à imprensa, o Tribunal anunciou que "ouvidos todos os arguidos, dado o adiantado da hora e a complexidade das questões a decidir, a juíza declarou interrompida a diligência e designou o dia de amanhã, pelas 11:00, para continuação e decisão das medidas de coação".

O interrogatório judicial foi retomado hoje à tarde depois de já ter sido suspenso na segunda-feira, data em que os três arguidos foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito da investigação que já contabiliza um total de oito envolvidos neste caso.

O Tribunal emitiu um comunicado a dar conta de que teve hoje início o interrogatório judicial aos três arguidos detidos e que o procedimento foi suspenso a pedido dos mesmos.

A Polícia Judiciária deteve, na segunda-feira, estes três novos suspeitos de estarem envolvidos nos acontecimentos que levaram à morte do estudante cabo-verdiano em Bragança, a 31 de dezembro de 2019.

A PJ informou que os detidos têm idades entre os 24 e os 32 anos sem divulgar mais pormenores.

Esta polícia, que está a conduzir as investigações sobre o caso, já tinha detido a 16 de janeiro cinco homens com idades entre os 22 e os 45 anos.

Os detidos em janeiro ficaram em prisão preventiva depois de ouvidos em tribunal e a dois deles foi-lhes, entretanto alterada a medida de coação, passando a aguardar o desenrolar do processo em prisão domiciliária.

O estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues foi encontrado sozinho caído numa rua em Bragança a 21 de dezembro e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto.

O jovem tinha saído com mais três amigos cabo-verdianos e outros elementos do grupo ter-se-ão desentendido com outros jovens num bar da cidade.

Segundo os relatos que têm vindo a público, os alegados agressores terão esperado pelos quatro cabo-verdianos na rua e as agressões terão ocorrido na Avenida Sá Carneiro.

Giovani foi encontrado por uma patrulha da PSP, a vários metros de distância dos locais das ocorrências iniciais, caído no chão com sinais de excesso de álcool.

O socorro foi chamado para um caso de "intoxicação" e os bombeiros só se aperceberam do ferimento na cabeça depois de observarem a vítima, que transportaram para o hospital de Bragança.

Foi o hospital que alertou a PSP, na mesma madrugada, para o facto de a vítima poder ter sido agredida.

O cabo-verdiano foi transportado para o hospital de Santa António, no Porto, onde morreu dez dias depois, a 31 de dezembro.

A morte do jovem, que tinha chegado à região há pouco mais de um mês para estudar na escola de Mirandela do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), motivou reações institucionais de Portugal e Cabo Verde.

Os apelos à Justiça e à não violência traduziram-se também em marchas de homenagem ao jovem cabo-verdiano, a 11 de janeiro.

Em relação aos cinco primeiros detidos, a investigação entende que existem "fortes indícios da prática, por cada um dos arguidos, em coautoria material e concurso real, de quatro crimes de homicídio qualificado, um dos quais consumado, sendo dele vítima Giovani Rodrigues, e os restantes três na forma tentada", relativos às agressões aos outros três elementos do grupo de cabo-verdianos.

Tanto as autoridades policiais como judiciais vincaram "não ter sido apurado qualquer indício no sentido de os factos praticados pelos arguidos terem sido determinados por ódio racial ou gerado pela cor, origem étnica ou nacionalidade das vítimas".

Giovani Rodrigues Tribunal de Bragana
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