Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Na leitura do acórdão, a juíza-presidente salientou que "Portugal é, cada vez mais, a porta de entrada para a Europa destas substâncias".
O Tribunal de Leiria condenou esta segunda-feira um homem na pena única de 11 anos de prisão pelos crimes de tráfico de estupefacientes agravado e falsificação de documento, num processo de importação de droga para uma empresa na Batalha.
Já a empresa foi condenada na pena única de 900 dias de multa, a 100 euros diários, pelos mesmos crimes (no caso de falsificação de documento trata-se de uso de matrícula falsa numa viatura para transporte de fruta), enquanto o sobrinho daquele arguido foi absolvido.
O crime de associação criminosa, de que estavam acusados os dois arguidos, e os três de sequestro, um assalto ao Mercado Abastecedor da Região de Lisboa para recuperar droga, que recaíam sobre o tio, não foram dados como provados, assim como mais dois de falsificação de documento imputados a ambos.
Em causa, segundo o despacho de acusação do Ministério Público secundado por um juiz de instrução criminal, estava a importação de seis toneladas de cocaína de valor superior a 200 milhões de euros por uma empresa do concelho da Batalha, de que o sobrinho, agricultor de 29 anos, era sócio-gerente, mas que era gerida "de facto" pelo tio, empresário de 55 anos, que vai continuar detido preventivamente.
Na leitura do acórdão, a juíza-presidente salientou que "Portugal é, cada vez mais, a porta de entrada para a Europa destas substâncias", justificando a pena ao tio com as elevadíssimas exigências de prevenção geral e as consequências na saúde pública do tráfico de droga, que é disseminada por grande número de pessoas, além dos "elevados proventos económicos".
A magistrada judicial salientou ainda o grau de ilicitude dos factos e o dolo direto, assinalando que o arguido, sem antecedentes criminais, não demonstrou arrependimento.
O Tribunal Judicial de Leiria considerou provado que a sociedade foi o destino, em 2024, de cocaína dissimulada em farinha de soja importada do Paraguai, num peso de 3,6 toneladas e de valor na ordem dos 105 milhões de euros. Este estupefaciente foi apreendido pela Polícia Judiciária (PJ) na empresa.
O coletivo de juízes não deu como provado que tio e sobrinho integravam uma rede internacional de tráfico de estupefacientes responsável pela introdução no país (para depois disseminar por outros da Europa) de grandes quantidades de droga proveniente de países da América do Sul.
Também não deu como provado que, para a concretização deste plano, havia a colaboração de dois funcionários da Autoridade Tributária (um no Porto de Setúbal e outro no Porto de Sines), que teriam a incumbência de deixar passar as cargas importadas com estupefaciente que tinham como destino a empresa da Batalha ou que avisassem caso a PJ fizesse fiscalização aos contentores.
Ainda segundo a magistrada judicial, da prova constante dos autos também não foi possível aferir que "todas as importações representaram perdas financeiras para a sociedade".
Em sede de julgamento, o tio negou pertencer a uma organização criminosa internacional, assegurou que fazia mais a "parte logística" da empresa e assumiu que também era sua responsabilidade as encomendas, os pagamentos e os contactos.
Este arguido garantiu que não tinha contactos com a Autoridade Tributária, nem conhecia os dois funcionários mencionados no despacho do Ministério Público, e afiançou que "até ser detido não sabia nada" relativamente à droga.
Já o sobrinho declarou em audiência que "confiava 100%" no tio, que era quem "tratava das importações", cabendo-lhe a si tratar dos pomares.
Rejeitando responsabilidades nos pagamentos, transferências, compras ou vendas, o jovem garantiu que, "em termos de gestão, não dominava, estava na parte agrícola", mas "assinava o que lhe pediam".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.