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Correio da Manhã

Portugal
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Tribunal julga rede de tráfico de haxixe

Grupo é suspeito de abastecer o Algarve de estupefacientes e ainda a península de Setúbal.
Ana Palma 12 de Abril de 2018 às 09:00
Material apreendido
Tribunal da Comarca de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão
Material apreendido
Tribunal da Comarca de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão
Material apreendido
Tribunal da Comarca de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão

Doze arguidos - quatro mulheres e oito homens, dois deles espanhóis -, com idades na casa dos 30 e dos 40 anos, estão a ser julgados no Tribunal de Portimão por tráfico de droga.

De acordo com o Ministério Público, integram todos uma rede de tráfico de droga que atuava no Algarve - sobretudo em Lagoa - mas que também abastecia a península de Setúbal de estupefacientes. Os arguidos estão em prisão preventiva - eles no Estabelecimento Prisional de Setúbal e elas no de Odemira.

Seis homens e uma mulher foram detidos no início de fevereiro do ano passado, em Setúbal e no Algarve, pela PSP, que investigava a rede há um ano.

Foram apreendidos 120 quilos de haxixe e 2105 doses de cocaína, bem como sete carros de alta cilindrada e armas de fogo, entre as quais uma metralhadora, duas caçadeiras, duas pistolas e dois coletes à prova de bala, além de artigos em ouro, telemóveis e mais de 60 mil euros em dinheiro, num total de oito buscas domiciliárias realizada no Algarve e em Setúbal.

No âmbito da mesma investigação já tinham sido detidos, em julho de 2016, outras cinco pessoas. Nessa altura, a PSP tinha apreendido 60 quilos de haxixe (em fardos) que estavam a ser transportados da cidade de Cadiz, em Espanha, para Portugal.

A sessão de julgamento desta quarta-feira ficou, aliás, marcada pelas declarações de um dos arguidos espanhóis, que disse estar a cumprir ordens do dono da droga, de Isla Cristina, e que estava a transportá-la para um comprador português, também arguido no processo.

PORMENORES
Mudança
Um dos espanhóis disse ontem que recebeu ordens para que a droga não fosse vendida ao comprador inicial, que regateou o preço, mas a outro com quem se ia encontrar numa bomba de gasolina em Ourique.

Armas
A PSP apreendeu uma pistola metralhadora, uma pistola FN Browning 7.65 mm e três caçadeiras. Apreendeu ainda uma soqueira, dois coletes balísticos, uma balaclava e um aerossol de defesa.

Interceção
Em julho de 2016, a PSP planeava intercetar o grupo suspeito de tráfico de droga, que vinha de Espanha, no Nó de Olhão da Via do Infante. Um dos carros suspeitos tentou abalroar a PSP.

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