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Correio da Manhã

Portugal
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Tribunal volta a julgar Manuel Godinho

Julgado por subornar fiscal do ambiente.
2 de Novembro de 2015 às 23:00
Manuel Godinho
Manuel Godinho FOTO: Manuel Azevedo

O sucateiro Manuel Godinho e outros dois arguidos remeteram-se esta segunda-feira ao silêncio, no Tribunal de Aveiro, no início da repetição do julgamento de um processo de corrupção que resultou de uma certidão extraída do caso "Face Oculta".

O caso remonta a 2009, quando Manuel Godinho terá mandado a sua secretária pessoal dar 2.500 euros a um funcionário da Administração da Região Hidrográfica do Centro para evitar a fiscalização de extração de areias numa propriedade do sucateiro, em Ovar.

O julgamento deste caso já tinha sido realizado em 2013, no Tribunal de Ovar, sendo repetido agora por ordem do Tribunal da Relação do Porto.

Na altura, os três arguidos foram absolvidos da prática de um crime de corrupção ativa e outro de corrupção passiva para ato ilícito, por falta de provas.

No entanto, os juízes desembargadores entenderam que a prova produzida e examinada durante o julgamento "impõe conclusão diversa" do acórdão recorrido, tendo ordenado a sua repetição.

Além deste caso, Manuel Godinho aguarda também o desfecho de um outro processo de corrupção, julgado no Tribunal de Aveiro, em que está acusado de subornar um ex-funcionário da antiga Rede Ferroviária Nacional (Refer), para praticar "atos materiais que visavam favorecer economicamente" as suas empresas.

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