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Trio detido pela GNR por sete crimes contra idosos no Algarve

Dois homens e uma mulher suspeitos de vaga de crimes, contra vítimas de idades superiores a 75 anos, nas zonas de Faro e Olhão. Suspeita ainda está a monte.

10 de julho de 2026 às 01:30

Dois homens e duas mulheres, entre os 33 e os 46 anos, engendraram um plano de assaltos a idosos, indefesos, residentes em locais ermos dos concelhos de Faro e Olhão. Entre 21 de abril e 9 de junho deste ano, acredita o Ministério Público (MP), cometeram sete crimes (cinco roubos e dois furtos qualificados), que vitimaram pessoas com idades superiores a 75 anos. Investigadores criminais da GNR detiveram três dos suspeitos, com uma mulher a manter-se em fuga à justiça. 

Américo Fernandes, Eduardo Cabeças, e Maria José Baroa, foram, segundo o MP, os suspeitos que pensaram os crimes. Só mais tarde é que Cristina Negrita, a mulher que ainda está a monte, se juntou ao grupo. O primeiro assalto começou com uma simulação de acidente de viação, ocorrida no centro de Olhão. O idoso que conduzia o veículo fugiu, mas viria a ser travado com o carro dos assaltantes. Foi-lhe puxada, do interior do carro, uma bolsa com dinheiro e documentos. 

A violência gratuita, marca registada do grupo, veio depois. A 2 de junho, os dois casais invadiram a casa de uma idosa de 87 anos, em Bordeira, próximo de Faro. A idosa foi atirada ao chão, imobilizada, e teve dois fios de ouro e um de prata arrancados do pescoço.

No mesmo dia, em Bias do Norte, Olhão, o grupo encetou conversa com uma idosa da mesma idade, garantindo ter comprado a propriedade junto à casa da mesma. A vítima nem se apercebeu de que a casa foi invadida, ficando sem todos os bens em ouro.

A 9 de junho, ocorreu um dos últimos assaltos conhecidos, imputados aos dois casais. Em Belmonte de Baixo, Olhão, um homem de 78 anos foi brutalmente espancado em casa, com murros na cabeça. Foi hospitalizado, devido ao roubo de 50 euros.

Após as detenções da véspera, os três detidos foram interrogados, esta quinta-feira, no tribunal de Faro. Ficaram todos em prisão preventiva. O CM apurou que o juiz de instrução valorizou o forte alarme social dos crimes, bem como o facto de as vítimas terem sido todas idosas. Entre os detidos está um casal, com 4 filhos. O tribunal ordenou, ainda, que os menores fossem encaminhados para uma casa de abrigo. 

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