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Correio da Manhã

Portugal
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TRIO NEGA VIOLAÇÃO

O Tribunal da Póvoa de Lanhoso agendou para o próximo dia 14 a leitura da sentença para três jovens de etnia cigana acusados de sequestro e violação de uma rapariga de 17 anos. No julgamento, que decorreu na manhã de ontem, os arguidos negaram as acusações, apesar de a vítima ter identificado "inequivocamente" os suspeitos.
5 de Fevereiro de 2003 às 00:00
Perante o juiz, os jovens afirmaram que as confissões constantes dos autos da GNR foram feitas mediante coacção dos agentes de autoridade. A Defesa pediu, por isso, a absolvição. Por seu turno, o procurador da República solicitou penas de prisão para os arguidos, considerando a falta de arrependimento e as provas dos crimes, sem margem para dúvidas.

O caso remonta à madrugada de 22 de Julho de 2001, quando quatro indivíduos são acusados de atacarem vários casais nos arredores de Braga, e de se deslocaram ao Monte do Castelo, na Póvoa de Lanhoso, para raptarem uma jovem de 17 anos e abandonarem o namorado sem telemóvel nem chaves do seu automóvel. Supostamente, voltaram ao local meia hora depois, onde largaram a rapariga, que são acusados de violar.

Os suspeitos foram interceptados na manhã seguinte, quando circulavam em Braga num jipe roubado. Como o grupo se refugiou numa área residencial cigana, a PSP e a GNR conseguiram apenas apanhar J.G.F. - na altura com 15 anos e que, por ser menor, ficou fora deste processo, estando internado no Centro Educativo de Coimbra. Armindo Augusto, que tinha 17 anos, foi detido junto à fronteira, enquanto Renato Jesus, de 18 anos, e Juan Garcia, de 22 anos, aceitaram a extradição de Espanha.
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