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Triplo homicida apanha 25 anos e está em liberdade

Homem matou a amante e os pais desta a tiro. Acórdão foi lido esta sexta-feira no Tribunal de Almada. (Atualizada às 16h58)

03 de janeiro de 2014 às 12:57

João Carvalho foi condenado esta sexta-feira pelo 3º juízo criminal do Tribunal de Almada, a 25 anos de cadeia por ter assassinado a amante, Maria do Rosário, o pai e a mãe desta, em novembro de 2005.

Maria do Rosário, de 40 anos, foi atingida com um tiro na cara e outro no peito, disparado pelo amante, na Costa da Caparica, em Almada. Os pais, António e Maria Rosa, ambos de 71 anos, ouviram os disparos e acorreram em auxílio. Quando a encontraram já estava morta. Tentaram fugir, mas foram baleados nas costas.

Apesar da condenação, João Carvalho vai continuar em liberdade, pelo menos até que o tribunal se pronuncie sobre um eventual agravamento das medidas de coação a aplicar (enquanto se espera pelo desenvolvimento do recurso, caso seja interposto), o que, segundo fonte judicial, só deverá acontecer na próxima semana.

O advogado da família das vítimas, Diogo Martins, que se afirmou satisfeito com a pena, disse que cabe ao Ministério Público avaliar e propor uma eventual alteração das medidas de coação.

"O Ministério Público tem que atuar em conformidade com aquilo que for o seu entendimento. Ou seja, em função da situação processual do arguido, o Ministério Público vai promover aquilo a que tiver direito", disse.

No seu entender, "apesar de não ter existido prova direta, a verdade é que as circunstâncias da prática dos factos foram claras e específicas" e, por isso, "não podia ter sido outra a decisão".

A sentença do tribunal de Almada também agradou aos familiares das três vítimas, mas Amélia Talego, tia de Maria do Rosário, não compreende que o arguido tivesse saído em liberdade depois de ter sido condenado a 25 anos de prisão.

"Esperávamos que ele tivesse sido preso hoje. É um homem que matou três pessoas há oito anos e que continua em liberdade. E agora ainda tem o direito de recorrer. Estamos chocados com isto tudo", disse.

"Tem sido um sofrimento muito grande para a família. Ele [o arguido João Carvalho] passa por nós na rua e ri-se", acrescentou Amélia Talego.

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