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Correio da Manhã

Portugal
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TROMBADINHAS ATACAM MULHER

A mulher sozinha pouco pode fazer contra os seis miúdos que a cercam à saída do restaurante. Em segundos, é agredida com um pontapé e fica sem mala, sem carteira e sem dinheiro.
19 de Outubro de 2004 às 00:00
Os ‘trombadinhas’, como são conhecidos os miúdos que fazem assaltos semelhantes nas praias do Rio de Janeiro, desaparecem na noite e a mulher fica para trás, sozinha e sem nada numa das principais avenidas da Venda Nova, na Amadora.
“Isto é a nova moda. Já tem acontecido mais vezes”, lamenta ao CM uma moradora, que não quer ser identificada. Sobre o roubo da última sexta-feira, no cruzamento da Avenida Elias Garcia com a Praceta Bento Moura Portugal, nada ouviu. Mas nada a espanta. “São os miúdos, põem-se à volta da pessoa e levam tudo”, conta, a fugir da chuva.
Foi o que sucedeu à mulher de 41 anos que saía do restaurante. Os miúdos teriam, segundo informações da PSP, idades entre os 12 e os 14 anos. “Tem havido queixas semelhantes, mas o fenómeno está diagnosticado e a PSP a trabalhar”, comentou ao CM um responsável da Polícia da Amadora.
No entanto, os resultados podem demorar. A ausência de flagrante delito joga a favor dos assaltantes. A idade também. Os menores com menos de 12 anos não podem ser detidos e, diz a Polícia, “não é invulgar” estarem envolvidos. E, dos 14 aos 16 anos, a detenção só pode ser feita se ao ilícito praticado corresponder pena de prisão igual ou superior a três anos.
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