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Correio da Manhã

Portugal
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Tropa à espera de equipamentos

Processos em andamento após autorização em abril.
Sérgio A. Vitorino 21 de Maio de 2018 às 08:37
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Os equipamentos de reforço com que os militares pretendem vigiar as florestas e apoiar o combate dos fogos florestais estão ainda "em processo de aquisição", afirma ao CM o almirante Silva Ribeiro, Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Esses meios foram decididos numa resolução do Conselho de Ministros em janeiro. Mas a autorização de despesa só chegou em abril. O mesmo se aplica em relação ao equipamento de proteção individual contra incêndios florestais para os militares do Exército e Marinha: "O fornecimento encontra-se em curso, tendo já sido fornecido parte", esclarece Silva Ribeiro.

"Os ramos das Forças Armadas têm adaptado a sua doutrina, organização, treino, material, pessoal e interoperabilidade para melhor fazer face às solicitações que são esperadas que sejam colocadas à ação dos militares no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios", explica. O CEMGFA destaca "um sistema de apoio à decisão que se encontra em avançado estado de desenvolvimento" e que foi "aperfeiçoado" sábado no exercício conjunto com a Proteção Civil.

O investimento em equipamento é de perto de dez milhões de euros, em maquinaria pesada (para abrir caminhos), viaturas táticas com meios de comunicações e localização, sensores e câmaras para as aeronaves C-295 e P-3 (para deteção de incêndios), cozinhas e postos de saúde para apoio a populações e bombeiros.

Também nesse sentido, as Forças Armadas reforçam esta ano - de 26 para 44 - as patrulhas em zonas críticas, no plano Faunus, como matas nacionais e perímetros florestais. "O objetivo principal é o reforço de vigilância de espaços florestais e a sensibilização das populações", diz o CEMGFA.

"Estamos muito mais bem preparados"   
"Este ano temos mais meios, estamos mais bem organizados e muito mais bem preparados. Tendo sido definida como prioritária essa missão, o Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Marinha, o Exército e a Força Aérea fizeram um enorme esforço de planeamento para poderem atuar de forma mais eficaz e eficiente ao serviço da segurança dos portugueses", assegura o almirante Silva Ribeiro, que sábado acompanhou o exercício nacional.

PORMENORES
16 mil horas
O protocolo Faunus, entre Forças Armadas e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, prevê 16 mil horas de patrulhas do Exército e Marinha.

Acordo com as autarquias
O Exército tem acordos com autarquias como Silves, Loulé, Viana do Castelo, Braga, Pedrógão Grande, Mafra e Sintra. 
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