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Tuberculose alarma guardas

Metade dos guardas prisionais podem estar doentes.

31 de julho de 2015 às 11:28

Quarenta e três guardas prisionais da cadeia de Coimbra, cerca de metade do efetivo que é de 90 elementos, poderão ter tuberculose. A denúncia foi feita ao CM pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), que fala na existência de um "alerta de saúde pública".

"Dezassete guardas já foram vistos no centro de pneumologia de Coimbra e regressaram ao serviço medicados", disse Jorge Alves, presidente do SNCGP.

O dirigente denuncia a clara falta de informação sobre a forma como lidar com a doença. "Entre a população reclusa já houve seis casos confirmados de tuberculose. Quatro regressaram medicados e dois mantêm-se no hospital-prisão de Caxias, Oeiras. Sabemos de casos de reclusos trancados no isolamento", explicou Jorge Alves.

Os guardas-prisionais decidiram pedir à Ordem dos Médicos e Direção-Geral de Saúde mais informação sobre como lidar com a tuberculose. "Se não forem explicadas regras de segurança, nomeadamente o possível uso de máscaras em serviço, vamos avançar com uma queixa-crime por negligência", frisou o dirigente sindical.

Os Serviços Prisionais disseram ao CM que estão confirmados três casos de tuberculose entre os reclusos e que estes estão internados. "A população reclusa tem sido devidamente acompanhada", referiram.

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