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Correio da Manhã

Portugal
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Tudo o que disseram Sandro e Márcia no tribunal e à PJ sobre a morte de Valentina

Pai e madrasta estão em prisão preventiva suspeitos do homicídio da menina de Peniche.
Débora Carvalho e Tânia Laranjo 14 de Maio de 2020 às 08:43
Sandro Bernardo e Márcia tentaram ocultar morte da menina na noite de quarta feira
Márcia muda de postura e diz que foi agredida por Sandro para se calar
Sandro Bernardo e Márcia tentaram ocultar morte da menina na noite de quarta feira
Márcia muda de postura e diz que foi agredida por Sandro para se calar
Sandro Bernardo e Márcia tentaram ocultar morte da menina na noite de quarta feira
Márcia muda de postura e diz que foi agredida por Sandro para se calar
Márcia Bernardo confirmou, numa primeira fase, a versão apresentada pelo companheiro, de que Valentina tinha desaparecido de casa. Mais tarde, quando foi interrogada pelo juiz de instrução criminal, a madrasta de Valentina deu conta de que tinha sido obrigada a participar no crime.

A tese de morte acidental é também defendida por Márcia, que garante que não percebeu que a menina estava em estado muito grave.

Sobre as lesões no corpo da criança, Márcia nada diz. Embora a casa fosse muito pequena e fosse impossível não ter ouvido os gritos da menina - quer no dia 1, quer no dia 6 -, Márcia garante que nunca poderia denunciar o marido porque também era agredida.

O corpo de Valentina foi transportado no carro de Márcia - só ela tinha carta de condução. Foi ela quem conduziu o veículo, e o marido foi no lugar do pendura. Confessou o ato ao juiz, mas disse que foi forçada.

Chorosa e cabisbaixa, foi assim que esteve durante as duas horas que foi ouvida. O juiz fez-lhe um interrogatório ‘forte’ e questionou-a várias vezes sobre o motivo de não ter denunciado as ameaças, quando esteve a sós com a GNR, durante as buscas. 

Sandro Bernardo foi quem deu o alerta às autoridades. O pai de Valentina afirmou que a filha tinha desaparecido pelo próprio pé. Estava de pijama e chinelos e vestia um casaco azul. Todos os dias, Sandro procurava junto da GNR detalhes sobre onde estavam a decorrer as buscas. À PJ, acabou por confessar onde estava o corpo da filha.

O pai de Valentina mantém a tese de morte acidental. Diz que a filha teve convulsões e morreu. Ao juiz, admitiu as agressões, mas garantiu que não matou a filha. Porém, nenhum pediu auxílio. Deixaram Valentina morrer no sofá.

Sandro não consegue explicar as lesões que são identificadas pela autópsia ao corpo da filha. Os resultados preliminares apontam para que a menina tenha sofrido várias pancadas na cabeça. Valentina esteve em agonia durante 13 horas, sem que ninguém a acudisse.

O pai suspeitava de que a filha teria sido abusada sexualmente. Sandro terá confirmado as suspeitas. Segundo a revista ‘Sábado’, no dia 6 de maio, Sandro atirou água muito quente, usando o chuveiro, para todo o corpo de Valentina. Ao mesmo tempo que Valentina implorava para que parasse, o pai desferia-lhe palmadas no rabo e nas pernas. Deu-lhe depois uma chapada que acabou por provocar a morte.
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