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Correio da Manhã

Portugal
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Turista dormiu à porta da GNR

Uma turista alemã, de 62 anos, esteve 24 horas à porta do posto da GNR de Tavira sem comer e com os seus haveres espalhados no local. Margot afirmava querer formalizar uma queixa por roubo, mas que ninguém a entendia, por só falar alemão.

17 de Junho de 2009 às 00:30
Margot diz ter sido alvo de roubo e não ter dinheiro. Autoridades desconfiam de esquema para viver de graça
Margot diz ter sido alvo de roubo e não ter dinheiro. Autoridades desconfiam de esquema para viver de graça FOTO: Algarvephotopress

As autoridades desconfiam de que será um esquema para viver à custa da solidariedade social. Já esteve hospedada numa instituição por ordem da Segurança Social.

"Cheguei em Setembro às Cabanas [Tavira] e aluguei um apartamento, tendo pago a renda até Dezembro. Nessa altura, fui alvo de um roubo e deixei de pagar a renda até que me devolvessem os meus haveres", explica Margot, que se queixa do senhorio a ter posto na rua e mudado a fechadura da porta. "Fiquei sem dinheiro e sítio para dormir", garante a turista, que estranha o silêncio das autoridades.

"Vim ao posto da GNR apresentar queixa, mas ninguém faz nada. Cheguei aqui às 18h00 de segunda-feira e dormi no chão à porta do posto", afirma a sexagenária, que, nestas 24 horas, só comeu um croissant com fiambre que um militar da GNR lhe ofereceu. "Pior do que a fome e a sede foi o frio durante a noite, pois só tinha um casaco para me tapar", queixa-se.

Ontem, cerca das 18h00, alertado pela Comunicação Social, o presidente da Câmara de Tavira enviou os serviços sociais da edilidade ao local. Providenciou o envio da turista para uma pensão, durante dois dias, até que as autoridades tenham uma solução definitiva. Porque os serviços encerram às 17h30, não foi possível saber a posição da Segurança Social e do Consulado Alemão no Algarve sobre esta situação.

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