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Correio da Manhã

Portugal
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UCRANIANOS LEGALIZADOS POR AJUDAREM A POLÍCIA

O Governo já tem concluído o processo de autorização de residência de dois irmãos ucranianos que colaboraram com a Polícia Judiciária na resolução do homicídio de um taxista em Braga, em Maio do ano passado.
26 de Abril de 2003 às 00:00
Os dois irmãos não querem ser reconhecidos por medo de uma vingança das máfias de Leste
Os dois irmãos não querem ser reconhecidos por medo de uma vingança das máfias de Leste FOTO: Carlos Jorge Santos
Marília Neres, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), confirmou que o processo "já seguiu para despacho do secretário de Estado, depois de reunidos todos os documentos necessários”.
A dispensa do visto para obtenção da autorização de residência, por colaboração com as autoridades policiais, está prevista na Lei e foi aproveitada pelos irmãos, a quem já foi comunicado que em breve terão os documentos que legalizam a sua permanência no País.
Os ucranianos passaram “dez meses de muito sofrimento, porque sem documentação” que os legalizasse não conseguiam encontrar trabalho. “Não tínhamos dinheiro para comer, nem para tratar da saúde do meu irmão" afirma D.N., engenheiro electromecânico, o mais velho dos irmãos que ajudaram a desvendar o homicídio do taxista, por terem um telemóvel que lhe pertencera.
"Vivia em Braga um nosso conterrâneo [A.P.], de quem era amigo. Vendeu-me um telemóvel, mas eu estranhei que a memória dos contactos tivesse tantos nomes portugueses”, contou. “Não liguei, mas, mais tarde, soube que a PJ andava à minha procura, por causa do telemóvel. Quando me localizou para saber a quem o tinha comprado, colaborei.”
A.P. foi preso, no Alentejo, bem como outro ucraniano, A.D., que também participou no homicídio do taxista. Como “não estava envolvido em problemas e queria continuar a trabalhar em Portugal”, D.N. contou o que sabia à PJ e foi-lhe dito que a sua colaboração era “fundamental para ter autorização de residência”.
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