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Correio da Manhã

Portugal
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UCRANIANOS PRESOS POR MORTE DE BEBÉ

A senhoria do casal de ucranianos presos segunda-feira por terem morto um filho recém-nascido no quarto onde residiam garantiu ao Correio da Manhã que nem sequer sabia que a mulher estava grávida, apesar de conviverem na mesma casa há dois meses. Tudo se passou no Bairro Pôr do Sol, em Vila Nova de Santo André.
21 de Março de 2003 às 00:00
"Ela usava sempre uma saia larga e um casaco. Por isso, nunca desconfiei que estivesse grávida", disse a dona da moradia, Maria Leonor.

Este caso, investigado pela Polícia Judiciária, terá ocorrido na passada sexta-feira, no quarto alugado pelo casal, tal como contou a senhoria: "Na quinta-feira, ela esteve fechada no quarto. Na sexta foi trabalhar e ao almoço, quando entrou em casa, disse que tinha dores e já não saiu”.

Nesse mesmo dia, o pai do recém-nascido pediu à senhoria, por volta das 19h00, para chamar uma ambulância, uma vez que a sua mulher estava a sentir-se mal.

"Sei que ela foi para o hospital de Setúbal”, acrescentou.
Segundo fonte das autoridades, um dos pais da criança terá depositado minutos antes de partir para o hospital o bebé no contentor e, nessa noite, um carro de recolha transportou o lixo para o aterro intermunicipal, em Ermidas-Sado.

A denúncia terá partido de um funcionário deste aterro, que encontrou a criança, sem vida, depositada na lixeira. As autoridades confirmaram, depois, que o tipo de sangue do bebé coincidia com o da mulher internada em Setúbal. Verificada a casa onde moravam, foi encontrado sangue no colchão da cama e em várias peças de roupa, tendo ficado provado que a mulher deu à luz no quarto.

Presentes ao Tribunal de Santiago do Cacém, o pai, de 48 anos, trabalhador na construção civil, e a mãe, de 32 anos, empregada num restaurante, ficaram a aguardar julgamento em prisão preventiva.
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