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Correio da Manhã

Portugal
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UGT contra flexibilização do mercado de trabalho

Secretário-geral da UGT afirmou que vai apresentar proposta para aumento do salário mínimo.
21 de Maio de 2015 às 18:29
Carlos Silva esteve na inauguração da sede da UGT em Vila Real
Carlos Silva esteve na inauguração da sede da UGT em Vila Real FOTO: Fernando Veludo/Lusa
O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, garantiu esta quinta-feira, em Vila Real, que esta central sindical se baterá contra todas as tentativas de flexibilização do mercado de trabalho, independentemente de qual for o partido que apresente a proposta.

"A UGT não está disponível para nenhuma proposta que flexibilize a legislação laboral", afirmou o responsável aos jornalistas, após a inauguração da sede desta estrutura, em Vila Real.

Questionado sobre se estava a falar do programa eleitoral apresentado na quarta-feira pelo PS, Carlos Silva disse estar a referir-se a "todas as propostas, venham elas de onde vierem, sejam de que partido forem, que tentem trazer de novo a lume a continuação de uma política de destruição dos direitos de quem trabalha".

"Anda aí muito ruído em relação à possibilidade de esses despedimentos individuais poderem ser flexibilizados, eu quero reafirmar, vindo de onde vier, não estou a falar em relação a ninguém em concreto, mas enfim como ninguém é distraído e quem ouvir esta minha intervenção sabe perfeitamente o que é que está aqui em causa", acrescentou.

A Comissão Política do PS aprovou na quarta-feira por unanimidade o projeto de programa eleitoral do partido, apesar de alguns dirigentes socialistas terem colocado reservas ao contrato único de trabalho e à descida da taxa social única (TSU).

Carlos Silva lembrou que "os empresários, nos últimos anos, têm tentado levar à Concertação Social um conjunto de matérias que têm a ver com a necessidade de flexibilizar os despedimentos, mas garantiu que a "UGT se baterá contra as tentativas de flexibilização do mercado de trabalho".

Programa do PS
Relativamente ao programa do PS, o secretário-geral da central sindical apenas disse que "todas as propostas que estão em cima da mesa merecem ser discutidas".

"As propostas quando se apresentam não têm um figurino definitivo. Aquilo que eu ouvi, quer dos partidos que estão no Governo quer do PS, é a intenção de levar à Concertação Social um conjunto de matérias que querem ver discutidas com os parceiros", sublinhou.

O responsável disse que a UGT está disponível para discutir o código de trabalho, "a famigerada" reforma da administração pública e até alterações à lei de bases da Segurança Social.

"É isso que estamos disponíveis para discutir, mas sem o ruído demasiado aprofundado das campanhas eleitorais. A serenidade, neste momento, é a mãe da inteligência e das boas decisões", salientou.

Aumento salário mínimo
Carlos Silva reafirmou ainda que a UGT apresenta em setembro uma proposta de aumento do salário mínimo nacional.

"Apresentaremos uma proposta que os empresários não possam dizer que não têm condições de pagar", frisou.

A nova sede e polo de atendimento em Vila Real representam, segundo Carlos Silva, uma aposta da UGT no interior e têm como objetivos capacitar, formar e qualificar trabalhadores no ativo e pessoas desempregadas, bem como dirigentes e delegados sindicais.

Equipada com duas salas de formação, a nova infraestrutura tem uma capacidade para 50 pessoas e disponibiliza ainda um gabinete de informação, no qual qualquer pessoa pode esclarecer as dúvidas em relação às leis laborais, aos seus direitos e deveres, bem como obter informação relativa à atividade da UGT, a nível central e distrital e dos seus sindicatos.
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