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Correio da Manhã

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Uivo da GNR prende 105

Às 00h00 de sábado, 16 de Dezembro, no posto da GNR de Mem Martins, Sintra, é dado o tiro de partida para a ‘Operação Uivo’, que o CM acompanhou. O comando da acção, que envolve mais de 900 militares a trabalharem em simultâneo em quatro distritos, é do major-general Newton Parreira, comandante da Brigada Territorial n.º 2 (B2) da GNR. A amplitude da operação é justificada pelo propósito de “dissuadir a criminalidade, transmitindo assim segurança à população”.
17 de Dezembro de 2006 às 00:00
‘Lagartas’ foram mantidas de prevenção nas bermas de várias estradas fiscalizadas pela GNR, com o intuito de evitar fugas de automobilistas
‘Lagartas’ foram mantidas de prevenção nas bermas de várias estradas fiscalizadas pela GNR, com o intuito de evitar fugas de automobilistas FOTO: Bernardo Coelho
A partir do posto de comando, instalado precisamente no posto da GNR de Mem Martins, foram dadas ordens de saída simultâneas, para os efectivos colocados nos distritos de Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal. Além de 735 militares da B2, foram mobilizados 76 elementos da Brigada de Trânsito, 32 da Brigada Fiscal e ainda 76 efectivos dos Regimentos de Infantaria e Cavalaria.
Um total de 36 equipas da Inspecção-Geral das Actividades Culturais e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) auxiliaram a GNR na fiscalização a 124 estabelecimentos de diversão nocturna.
Neste âmbito foram identificadas 116 pessoas. Um homem foi detido por posse de droga, enquanto outros 12 também foram conduzidos aos postos da GNR, desta vez por desobediência e injúrias a militares.
As brigadas do SEF que intervieram na acção identificaram 37 cidadãos estrangeiros, detendo dez por permanência ilegal no País.
Preparada em poucos dias, a ‘Operação Uivo’ visou ainda “reforçar o patrulhamento nas áreas da Brigada 2 e nas zonas com mais infracções rodoviárias”, referiu o tenente-coronel Costa Cabral, porta-voz da GNR.
Assim, foram constituídas 64 brigadas de fiscalização rodoviária, a quem foi atribuída a responsabilidade de efectuar operações stop em locais previamente definidos, numa área compreendida entre os concelhos de Castanheira de Pêra, no distrito de Leiria e de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.
Na operação foram usados seis dispositivos de imobilização de viaturas (‘lagartas’), colocadas em pontos de fiscalização nos concelhos de Loures e Sintra e destinadas a evitar fugas de automobilistas.
O balanço final aponta para a fiscalização de 3662 viaturas, tendo sido detidos 51 condutores com taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2. Outras 31 pessoas foram também detidas por falta de carta, tendo sido levantadas 287 contra-ordenações.
PORMENORES
Mais de 3600 condutores foram fiscalizados no decorrer da ‘Operação Uivo’. O comando da Brigada Territorial n.º 2 espalhou, em toda a zona de intervenção da operação, diversas brigadas especializadas no controlo da condução sob o efeito do álcool.
O ‘CM’ acompanhou a fiscalização a dois bares. No Vip Sintra, em Pêro Pinheiro, não houve detenções, enquanto no Teachers Bar, em Bucelas, Loures, duas mulheres foram detidas por permanência ilegal em solo nacional.
A missão fiscalizadora da operação de ontem foi sempre secundada por um forte aparato de segurança. Elementos do Regimento de Infantaria da GNR, armados com ‘shotguns’, intimidaram possíveis infractores.
O comando da ‘Operação Uivo’ foi instalado no posto da GNR de Mem Martins, Sintra. Militares especializados em comunicações asseguraram a transmissão de informações entre os soldados no terreno e os oficiais responsáveis pelo comando da operação.
LAGARTAS
PROIBIÇÃO
A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) ainda está a testar o novo modelo de ‘lagartas’ de imobilização de veículos, actualmente usadas pelo Regimento de Infantaria da GNR. Este dispositivo foi proibido em 2002, pelo então inspector-geral Rodrigues Maximiano, devido ao perigo de acidentes que apresentava.
EFICÁCIA
A GNR utilizou ontem na ‘Operação Uivo’ o novo modelo de ‘lagartas’. Trata-se de um dispositivo fabricado por uma empresa inglesa e que é operado por controlo remoto. “Tem várias cavilhas em aço que, ao serem accionadas, furam os pneus, levando a que se esvaziem até à imobilização do veículo”, explicou ontem o tenente Lima, do Regimento de Infantaria da GNR.
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