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Correio da Manhã

Portugal
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"Um dos dias mais complicados": Proteção Civil faz balanço sobre os vários incêndios que lavram no País

Pelas 19h30 eram os 15 incêndios ativos que preocupavam mais e que mobilizavam 1.700 operacionais.
Lusa 6 de Agosto de 2020 às 21:13
Incêndio em Sernancelhe
Incêndio em Sernancelhe
Incêndio no Fundão
Incêndio em Sernancelhe
Imagens mostram chamas que obrigaram ao corte da A4 em Mirandela
Incêndio em Sernancelhe
Incêndio em Sernancelhe
Incêndio no Fundão
Incêndio em Sernancelhe
Imagens mostram chamas que obrigaram ao corte da A4 em Mirandela
Incêndio em Sernancelhe
Incêndio em Sernancelhe
Incêndio no Fundão
Incêndio em Sernancelhe
Imagens mostram chamas que obrigaram ao corte da A4 em Mirandela
A Proteção Civil diz que hoje foi dos dias "mais complicados" em termos de incêndios, porque houve muitos e ao mesmo tempo, contabilizando até às 19h30. 113 incêndios, que mobilizaram 4.600 operacionais.

A avaliação foi feita num balanço do dia em conferência de imprensa do segundo comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), André Fernandes.

Às 19h30, disse também, havia 15 incêndios ativos que preocupavam mais a ANEPC e que mobilizavam 1.700 operacionais, apoiados por 546 veículos e 16 meios aéreos.

Na conferência de imprensa o responsável insistiu num apelo ao "sentido cívico" dos portugueses para "a tolerância zero ao uso do fogo" e explicou que, do total dos incêndios do dia, 46 registaram-se entre a meia-noite e as 12h00 e 67 entre as 12h00 e as 17h00.

"É sempre estranho ignições às 02h00, 03h00 ou 04h00", referiu, acrescentando que a simultaneidade dos incêndios torna difícil a gestão do combate.

De acordo com os dados divulgados, os incêndios mais preocupantes às 19h30 eram os de Mirandela e Torre de Moncorvo (Bragança), Sernancelhe (Viseu), Alijó (Vila Real), Sabugal (Guarda), e Fundão (Castelo Branco). O Incêndio de Porto de Mós (Leiria), que lavra desde as 02h00, estava "quase dominado", o mesmo com o de Mirandela, disse André Fernandes.

Os distritos com mais incêndios foram os do Porto (23), Viana do Castelo (13), Braga (12), Aveiro (12) e Vila Real (nove).

André Fernandes disse não ter informação de habitações em perigo e deu conta de um ferido grave, um civil queimado, no fogo de Alijó, e de quatro operacionais feridos leves ao longo do dia, além de seis assistidos nos locais dos incêndios. Um trabalhador da EDP chegou a ser dado como desaparecido, mas foi alarme falso.

Também não há, disse o responsável, itinerários principais cortados devido às chamas (só a A4, em Mirandela, esteve momentaneamente cortada).

André Fernandes louvou o esforço dos bombeiros e da proteção civil no dia de hoje e agradeceu o apoio do INEM e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, além do "papel fundamental das autarquias no apoio às operações de combate, mobilizando 12 máquinas de rasto".

E pediu mais uma vez para que as pessoas não se dirijam para os incêndios. Questionado sobre o que leva as pessoas a fazerem isso disse não saber, mas frisou que há sempre pessoas fazerem-no, o que as coloca em risco.

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