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Correio da Manhã

Portugal
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Um morto e dois feridos graves num incêndio em Odivelas

Mãe e filha retiradas pela janela. (Atualizada às 12h55)
25 de Novembro de 2013 às 09:28
Incêndio num apartamento em Odivelas
Incêndio num apartamento em Odivelas FOTO: LUSA / Miguel A.Lopes

Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas com gravidade num incêndio ocorrido esta segunda-feira de madrugada numa habitação em Olival de Basto, concelho de Odivelas, disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O incêndio, que deflagrou às 03h55 num apartamento de um prédio de quatro andares, provocou ainda dois feridos ligeiros, adiantou a mesma fonte.

Em declarações à agência Lusa o comandante dos bombeiros voluntários de Odivelas, Carlos Dinis, explicou que o incêndio afetou só o rés-do-chão e o primeiro andar do prédio, situado na rua de Moçambique.

"A situação está normalizada e os restantes moradores regressaram a suas casas", referiu o comandante.

Carlos Dinis adiantou ainda que os dois feridos graves foram encaminhados para o Hospital de São José em Lisboa, enquanto os dois ligeiros, uma mãe e uma criança, foram para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

As causas do incêndio estão ainda por apurar. No local, estiveram 22 bombeiros, apoiados por 11 veículos, a combater o incêndio, que entrou em fase de conclusão às 06h12.

MÃE E FILHA TIRADAS PELA JANELA

Duas das quatro vítimas do incêndio, entre elas uma criança, tiveram de ser retiradas pela janela, contou à agência Lusa um vizinho.

A única vítima mortal, uma mulher de 40 anos, não vivia na habitação e tinha ido com o marido jantar a casa de um casal amigo, que também ficou ferido neste incidente, disse aos jornalistas o presidente da União de Freguesias da Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, Rogério Breia.

"Aquilo que me comunicaram é que um casal veio passar a noite aqui e a esposa viria a falecer no local. O marido entrou em paragem cardiorrespiratória, foi entubado e transportado para o hospital", contou o autarca.

No 1.º esquerdo do prédio vivia um casal e uma criança de seis anos que teve, juntamente com a mãe, de ser retirada pela janela, uma vez que a porta de entrada estava trancada, relatou à Lusa um vizinho, que vive num prédio em frente e auxiliou as vítimas.

"Estava a dormir e fui acordado pela minha mulher, que ouviu gritar por socorro. Quando cheguei à rua vi a senhora pendurada na janela com a filha e pedi-lhe que a deixasse cair que eu apanhava", contou Luís Fernandes.

Já um dos moradores do prédio afetado, que vive no rés-do-chão, disse à Lusa que só se apercebeu de que alguma coisa se tinha passado quando abriu de manhã a janela e viu um polícia.

"Não ouvi absolutamente nada. Deitei-me ontem às 22h00 e só quando acordei hoje de manhã e vi um polícia é que fiquei a saber o que se tinha passado", contou Eduardo dos Santos, 66 anos.

Atualmente no prédio residem seis pessoas, sendo que apenas os moradores do andar afetado tiveram de ser retirados do edifício. As duas vítimas graves do incêndio foram encaminhadas para o Hospital de São José em Lisboa, enquanto a mãe e a criança, que apenas inalaram fumo, foram transportadas para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

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