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Correio da Manhã

Portugal
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UMA DESCULPA ESBAGAÇADA

Encher-se de álcool pode ser bom para descontrair os nervos, sobretudo após um acidente de automóvel. Pelo menos na opinião de um idoso de Belver, concelho de Gavião (Portalegre), que julgou que a ideia podia também servir de desculpa em tribunal.
28 de Agosto de 2004 às 00:00
Manuel Gaspar, um metalúrgico reformado, de 66 anos, conduzia o seu Renault 19 quando foi embater em “três veículos que estavam estacionados, entre eles o do presidente da Câmara de Gavião”, de acordo com Hélder Fráguas, o juiz que julgou o caso, no Tribunal de Mação.
O homem resolveu abandonar o local do acidente e ir para casa. Acontece que Belver é uma vila pequena e a GNR não demorou a encontrar o foragido no aconchego do seu lar. O teste do balão revelou uma taxa de alcoolémia muito elevada (1,99 gr/l), mas em tribunal o réu tinha tudo controlado.
“Fiquei tão nervoso com o acidente que fui para casa beber uma aguardente caseira que lá tenho, para me acalmar”, terá dito no Tribunal de Mação, explicando de uma vez só o abandono do local do acidente e a taxa de álcool no sangue.
O juiz é que não foi na conversa e aplicou-lhe uma multa de 900 euros e três meses de apreensão da carta de condução.
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