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Correio da Manhã

Portugal
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UNIVERSIDADE AGUARDA ANÁLISE JURÍDICA

António Revez, o professor que foi aposentado compulsivamente pelo Ministério da Educação na sequência de um processo disciplinar por alegadamente ter praticado há dois anos actos de natureza sexual com uma aluna do liceu de Beja, continua a dar aulas, na qualidade de assistente convidado, no departamento de Sociologia na Universidade de Évora.
4 de Novembro de 2003 às 00:00
Francisco Ramos, presidente do departamento de Sociologia desta instituição, explicou ao CM que a Universidade não recebeu qualquer indicação da aposentação compulsiva. No entanto, uma fonte do Ministério da Ciência e do Ensino Superior disse ao CM que a Universidade de Évora aguarda o resultado de uma análise jurídica sobre este caso para então tomar uma decisão.
Ainda ontem, António Revez deu duas aulas tendo recebido uma “grande atitude de solidariedade por parte dos alunos”, como nos garantiu o próprio docente. A notícia da aposentação do professor deixou surpreendidos a maioria dos seus actuais e ex-alunos. Ontem, pelos corredores da Escola Diogo de Gouveia, em Beja, e entre os alunos de Sociologia da Universidade de Évora, a notícia era alvo de comentário.
Catarina Costa, no passado ano lectivo aluna do docente, em Évora, destacou ao CM o “excelente profissional” que considera ser este professor e afirmou que se este caso foi verdadeiro, “a aluna em causa, com 16 anos, já deveria saber o que fazia”. De um professor “muito aberto com os alunos, e nada mais” falou Sara Guimarães, aluna de António Revez há dois anos lectivos no referido liceu. Inconformado com o desfecho de um caso que considera um “problema de inimizades” e que nega “em absoluto e de forma categórica”, o docente afirmou ao nosso jornal ir seguir com o processo para as vias judiciais, indo apresentar recurso no Tribunal Administrativo.
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