page view

Universidade de luto pela morte de alunas

Devem chegar hoje a Faro as famílias das duas estudantes da Universidade do Algarve (Ualg) – a ucraniana Kateryna Sokolozka e a moldava Ecaterina Prepelita, ambas com 19 anos – mortas num acidente de viação, no passado domingo, em Ourique, que deixou a academia algarvia de luto.

08 de abril de 2008 às 00:30

Só hoje, após o accionamento dos seguros e a realização das autópsias, será possível programarascerimónias que a academia quer realizar e a trasladação dos corpos.

No acidente ficaram ainda feridas as ucranianas Mariia Servetnyk e Darynn Lukash, igualmenteestudantesda Ualg,eo condutor da viatura, o ucraniano Volotymyr Murafa, de 31 anos. Murafa está hospitalizado no Hospital Central de Faro, mas o seu estado não é considerado grave. Darynn está no Hospital de S. José, em Lisboa, onde foi intervencionada a fractura exposta num joelho. Mariia foi assistida no Hospital de Beja e ontem regressou a Faro, "estando a ter acompanhamento psicológico", disse ao CM, Francisco Calhau, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Tecnologia. "A Universidade está a tratar de todos os pormenores e esperamos que os familiares consigam os vistos para hoje virem buscar os corpos", disse o docente.

Pedro Barros, presidente da Associação Académica da Ualg, mostrou-se "chocado" e vai reunir com o reitor para "estudar as homenagens fúnebres a realizar". O reitor, João Guerreiro, deve hoje decidir sobre o luto académico, já antecipado com a bandeira ontem colocada a meia haste.

A maior parte dos 80 universitários da residência do Ferragial só ontem teve conhecimento da morte das colegas. Um pano preto numa varanda e silêncio dominavam o ambiente. Os universitários da residência recuperam ainda da morte, há um mês, de um estudante cabo-verdiano, vítima de um acidente de viação na cidade.

Arminda Marques, responsável da residência, é a porta-voz da consternação, exprimindo "o choque" dos residentes. "Apesar de as raparigas só cá estarem desde Outubro já as considerávamos quase como filhas", garante a funcionária.

OUTRO CASO HÁ CINCO ANOS

O acidente de domingo avivou a memória de outra tragédia. No dia 17 de Junho de 2003, duas estudantes irlandesas, ambas com 20 anos, e um professor alemão, de 48, faleceram no embate de um automóvel ligeiro, conduzido pelo docente, com um comboio, numa passagem de nível sem guarda junto ao Apeadeiro de Bias (Olhão). Ficaram ainda feridos dois estudantes portugueses que, igualmente, seguiam na viatura sinistrada. O professor e os quatro estudantes, do curso de Biologia Marinha, tinham ido recolher espécimes à Ria Formosa, para posterior análise nos laboratórios da Universidade.

PORMENORES

PORTEIRO

Volotymyr Murafa estava ao volante. É porteiro há cerca de cinco anos no infantário da Cáritas, em Faro, e terá conhecido as suas compatriotas em festas. Tem carta de condução mas não tem viatura própria.

FÁTIMA

As quatro estudantes e o amigo dirigiam-se a Fátima. As jovens universitárias estavam em Portugal desde Outubro e mostravam interesse em conhecer a nova basílica.

SONO

O despiste do Seat Ibiza apanhou as jovens a dormir. Levantaram-se de madrugada, no desejo de chegar a Fátima à hora da missa do meio-dia. As autoridades admitem a hipótese de o condutor também se ter deixado adormecer.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8