Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
5

Urna profanada em jazigo de Fafe

Indignação e revolta. São estes os sentimentos da população de Quinchães, em Fafe, onde o cemitério foi alvo de furtos e actos de vandalismo. Além de terem roubado pelo menos 12 imagens santas, os vândalos também estroncaram a porta de um jazigo, onde abriram uma urna, ao que tudo indica para roubar o cobre. A porta da capela mortuária também foi forçada.
22 de Agosto de 2010 às 00:30
Os moradores de Quinchães, em Fafe, estão revoltados com os actos de vandalismo no cemitério
Os moradores de Quinchães, em Fafe, estão revoltados com os actos de vandalismo no cemitério FOTO: Nuno Fernades Veiga

"Ninguém consegue entender este tipo de actos, nem qual é o prazer em estragar os lugares de culto", disse ao Correio da Manhã António Lopes, presidente da Junta de Quinchães, que ontem de manhã ligou para a GNR de Fafe para dar conta da destruição.

Num jazigo, selado há cerca de 26 anos, os vândalos estroncaram a porta e, com um pé-de-cabra, rebentaram uma urna, que estava lacrada com chumbo. "Até deram um golpe na placa de chumbo. São pessoas que não respeitam nada, e a justiça tem de ter mão pesada para com este tipo de atitudes", disse o autarca.

O cemitério de Quinchães está situado longe das habitações, próximo de uma serra.

"As pessoas já estão com medo de ir ao cemitério. Há pessoas que já foram assaltadas nesta zona em pleno dia", disse ao Correio da Manhã Valdemar Araújo, morador em Quinchães.

Há um ano, o cemitério já tinha sido vandalizado. A GNR de Fafe recolheu impressões digitais e a Polícia Judiciária foi contactada por se tratar de furto de objectos de arte sacra.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)