Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
7

Utentes protestam na Buraca

A Junta de Freguesia da Buraca, Amadora, promove esta quinta-feira de manhã um protesto de utentes junto ao Centro de Saúde local, contestando o estado degradado das instalações e o número insuficiente de médicos.
10 de Março de 2005 às 10:41
De acordo com fonte do Centro de Saúde, contactada esta manhã pelo CM On-line, o atendimento aos utentes está a funcionar em absoluta normalidade, apesar de "haver qualquer coisa" à porta.
O "qualquer coisa" é uma manifestação de utentes, na qual participa o próprio presidente da Junta de Freguesia da Buraca, Jaime Garcia. O CM On-line confirmou que o autarca está na manifestação, prevista decorrer entre as 10h00 e as 12h00. O protesto mobilizou cerca de 200 pessoas e decorreu sob dois 'slogans': "Queremos médico" e "A saúde está doente".
Jaime Garcia considera que o problema da Saúde na Buraca é prioritário, seguindo-se a questão da segurança. Numa freguesia com população envelhecida e maioritariamente de estrato sócio-económico baixo, a questão do atendimento em centro de saúde público ganha maior importância.
Segundo o autarca, o Centro de Saúde da Buraca tem as instalações degradadas (são as mesmas desde 1975) - escadas perigosas para idosos e falta elevador - e poucos médicos. Ainda recentemente, 17 clínicos exerciam naquele centro de saúde, mas agora são 11 e apenas 6 estão, de facto, a prestar serviço, já que os outros estão de baixa, ou de licença, e um pediu transferência.
Além do exposto, a Junta de Freguesia contesta também o facto de não ter sido reposto o serviço de prolongamento entre as 18h00 e as 22h00. A suspensão foi decretada no Verão passado e deveria ser válida apenas para os meses de Julho e Agosto... mas o prolongamento ainda não foi reposto.
Refira-se que o Centro de Saúde da Buraca, que abrange também a freguesia de Alfragide, tem cerca de 28 mil utentes inscritos, num universo de 35 mil habitantes. Dos 28 mil utentes inscritos, 7 mil não têm médico de família. Esta falta de médico de família é. aliás, um problema que tem vindo a alastrar recentemente em diversos centros de saúde, nomeadamente na área de Lisboa.
A categoria do utente sem médico começa a generalizar-se, contrariando um dos pilares do Serviço Nacional de Saúde e as conclusões de todos os estudos sobre o alívio da pressão nos hospitais, que indicam a necessidade de reforço das acções preventivas, ou dos cuidados primários, a cargfo, fundamentalmente, dos centros de saúde.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)