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Correio da Manhã

Portugal
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Vaca na A2 provoca três feridos

Uma colisão de um ligeiro de passageiros com uma vaca, com cerca de 500 quilos, que se encontrava em plena auto-estrada do Sul, A2, provocou ao final da tarde de sábado – ao quilómetro 145,5 no sentido Algarve/Lisboa, perto de Aljustrel – três feridos, um deles em estado grave.
20 de Março de 2006 às 00:00
O Seat Ibiza no qual seguiam os três ocupantes ficou destruído
O Seat Ibiza no qual seguiam os três ocupantes ficou destruído FOTO: DR
As vítimas, com idades entre os 20 e os 30 anos, são duas irmãs e o namorado de uma delas. Foi necessário recorrer ao material de desencarceramento para retirar os feridos do interior do veículo.
Hélder Marques, familiar das duas irmãs, disse ao CM que o alarme foi dado cerca das 21h00, tendo os feridos sido transportados para o Hospital de Beja pelos Bombeiros de Aljustrel. Dois deles receberam alta algumas horas depois, mas uma das irmãs, de 26 anos, após a realização de alguns exames, foi transferida, por precaução, para o Hospital de S. José em Lisboa por apresentar algumas lesões ao nível da coluna e pescoço.
A mesma fonte adiantou ainda que o proprietário do animal se disponibilizou a colaborar com a família e nas averiguações do processo aberto pelas autoridades. “Com o embate a vaca morreu, ficou em cima do carro e desfez a viatura. Dizem-me que vinham devagar. Foi a sorte deles”, acrescentou.
Segundo fonte da BT, a vaca terá passado para a A2 por uma falha na vedação, situação que está a ser investigada.
BRISA ALERTOU AUTORIDADES
Franco Caruso, porta-voz da Brisa, entidade responsável pela maior parte das auto-estradas em Portugal, incluindo a A2, disse ao CM que o sistema de patrulha e vigilância da empresa detectou o animal e que alertou a GNR para que este pudesse ser reencaminhado para a propriedade de onde fugiu. “Infelizmente não se conseguiu evitar o acidente. Em auto-estrada tudo acontece muito depressa e a empresa lamenta o sucedido”, disse.
A mesma fonte acrescenta que nestes casos, para além dos procedimentos legais e do processo aberto pela autoridade, é iniciado um inquérito pela Brisa para avaliar as circunstâncias do acidente e o apuramento de responsabilidades como concessionário de um tipo especial de via, a auto-estrada. “É esse seguramente o procedimento a seguir”, sublinhou Franco Caruso.
O porta-voz da Brisa, acrescentou ainda que não é muito comum, comparativamente ao volume de tráfego, haver acidentes deste género – envolvendo animais de grande porte – nas auto-estradas nacionais.
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