Estão já disponíveis nas farmácias as vacinas contra a gripe para este Inverno. Segundo a Direcção-Geral de Saúde as formas graves da doença observam-se principalmente em pessoas idosas ou debilitadas por afecções crónicas, pelo que recomenda a vacinação, no Outono, sobretudo aos seguintes grupos: indivíduos com 65 ou mais anos de idade, particularmente se residentes em instituições; e adultos e crianças com mais de seis anos com doenças crónicas pulmonares (incluíndo asma), cardíacas, renais ou hepáticas, diabetes mellitus, e outras situações que provocam depressão do sistema imunitário, incluindo medicação ou infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH).
Devem também tomar a vacina as “crianças e adolescentes (seis meses - 18 anos) a tomarem salicilatos por períodos prolongados e portanto, em risco de desenvolver a síndroma de Reye após contrair gripe; pessoal dos serviços de saúde e de outros serviços com contacto próximo com pessoas de alto risco (todas aquelas acima citadas), nomeadamente as que estão em instituições; e coabitantes de pessoas de alto risco”. A crianças com menos de seis meses não é recomendada a vacinação.
O Centro Nacional da Gripe recomenda, ainda, uma consulta ao médico de família a quem ticer os seguintes sintomas com início súbito: arrepios; febre (verificada por termómetro); dores de cabeça; dores musculares; mal estar geral e falta de forças; olhos lacrimejantes ou inflamados (conjuntivite) e tosse.
comparticipação
Segundo a circular ontem divulgada pela Direcção-Geral de Saúde as vacinas têm os seguintes nomes comerciais e preços: Chíroflu 8,53 euros; Fluarix 9,35; Fluvirin 9,35; Influvac 9,35; Istivac 9,35; Istivac infantil 7,83; e Vaxigrip 8,53. Todas estas marcas têm uma comparticipação do Estado de 40 por cento. O mercado conta ainda com a vacina Inflexal V com o preço de 14,91 euros e sem qualquer comparticipação. Disponíveis em seringa pré-carregada, as vacinas trivalentes contra a gripe apontadas para o Hemisfério Norte contêm as seguintes estirpes: A/New Caledonia/20/99, A/Moscow/10/99 e B/Hong Kong/330/2001A, segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde.
A vacina contra a gripe tem como contra-indicação a hipersensibilidade aos seus componentes, nomeadamente aos excipientes e às proteínas do ovo”, informa a circular acrescentando que “a associção entre a vacina contra a gripe e o aparecimento da síndroma de Guillian-Barré não está estabelecida. No entanto, a vacina é de evitar em pessoas que desenvolveram esta síndroma nas seis semanas a seguir a uma vacinação anterior contra a gripe e que não pertençam a grupos de alto risco”.
MEDICAMENTOS ANTIVÍRICOS UTILIZADOS
O uso de fármacos antivíricos para a profilaxia e o tratamento da gripe deve ser determinado tendo em consideração a epidemiologia da doença e o seu impacte em diferentes áreas geográficas e populações doentes.
Estes contudo não devem ser considerados com um substituto da vacinação. Os medicamentos antivíricos na terapêutica da gripe, com autorização de introdução no mercado contêm como substâncias activas o zanamivir, oseltamivir ou amantadina. Este último é o único medicamento comparticipado, a 100 por cento, pelo Estado tendo por nome comercial Parkadina e um preço de 5,08 euros a embalagem de 60 cápsulas.
Disponíveis no mercado a partir deste mês as substâncias zanamivir e oseltamivir têm respectivamente os nomes comerciais de Relenza e Tamiflu com preços que variam entre os 10,66 e os 27,50 euros.
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