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Correio da Manhã

Portugal
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Vaga de assaltos no Vale do Sousa

A população começa a dar sinais de nervosismo e as autoridades estão a levar a coisa a peito: a vaga de assaltos na região do Vale do Sousa vai ter que ser dominada. De Lousada a Felgueiras, passando pela Maia, Lordelo, Paredes e Paços de Ferreira, a semana ficou marcada pelo assalto a farmácias, ourivesarias e estabelecimentos comerciais, perpetrado por um trio encapuzado e armado de caçadeira, que as autoridades admitem poder não ser integrado sempre pelos mesmos intervenientes.
21 de Janeiro de 2007 às 00:00
No McDonald’s de Felgueiras os assaltantes foram filmados
No McDonald’s de Felgueiras os assaltantes foram filmados FOTO: d.r.
GNR e PSP estão no terreno, e a Polícia Judiciária está já a fazer um desenho global da situação, de modo a traçar padrões de comportamento em perfis dos suspeitos.
Já na passada segunda-feira tinha sido desarticulado um quarteto que actuava na região, integrado por um quarteto maioritariamente de etnia cigana e constituído por três mulheres e um homem, que atacavam casais de namorados em locais ermos recorrendo a violência física, utilizando bastões e chaves de fenda. A GNR caçou-os, confrontou--os com as vítimas e, em pelo menos oito incidentes, foram por aquelas reconhecidos.
POUCO INTELIGENTES
Todavia, ao longo da semana, sucederam-se os assaltos na zona do Vale do Sousa a estabelecimentos, conforme, de resto, o CM, foi relatando quase diariamente. Uma farmácia em S. Pedro de Fins, na Maia, e outra em Celorico de Basto um assalto frustrado em Lousada a um condutor para lhe levar o automóvel, um supermercado em Paços de Ferreira, um McDonald’s e uma ourivesaria em Felgueiras.
O facto de atacarem em trio, não faz as autoridades descartar a hipótese de se tratar de uma quadrilha mais vasta.
Os ladrões não hesitam em disparar a caçadeira, para o ar, de modo a intimidar os comerciantes, ou para proteger a fuga e desencorajar transeuntes de os perseguir. Todavia, apesar da audácia de que dão provas, têm atitudes que evidenciam alguma precipitação e pouca lucidez, como aconteceu no McDonald’s de Felgueiras: aperceberam-se que foram captados pelas câmaras de videovigilância, e, resolveram disparar contra o monitor, não se interessando pelas câmaras nem pelo sistema de gravação.
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