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Reformado vai para a prisão por matar dois militares da GNR na A1

Reformado de 70 anos ia a uma velocidade entre os 154 e os 180 km/h quando bateu na viatura da Guarda que sinalizava obras.
João Nuno Pepino 29 de Novembro de 2023 às 01:30
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Reformado vai para a prisão por matar dois militares da GNR na A1
O condutor que abalroou um carro-patrulha da GNR que sinalizava obras em curso na Autoestrada do Norte (A1), provocando a morte dos dois militares - Carlos Pereira, de 27 anos, e Vânia Martins, de 31 - que estavam no interior, foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão efetiva. O Tribunal de Santarém considerou o arguido, um reformado de 70 anos, culpado de dois crimes de homicídio por negligência grosseira, e optou por não suspender a pena face à “ausência de arrependimento” e “patente irresponsabilidade” do idoso.

O caso remonta a 7 de julho de 2020, quando o homem circulava na A1, na zona de Pernes, concelho de Santarém, a uma velocidade calculada entre os 154 e os 180 km/h, ao passar por uma zona onde decorriam trabalhos de limpeza e manutenção devidamente sinalizados e com avisos para moderar a velocidade para os 80 km/h. Na berma, circulava em velocidade muito lenta uma viatura da GNR, onde o arguido, que nem sequer ouviu o aviso da esposa para travar, embateu com grande violência, arrastando o carro ao longo de 53 metros.

No interior estavam os guardas Carlos Pereira, que ia ser pai e faleceu no dia seguinte, e Vânia Martins, que veio a morrer seis dias após o acidente, que o Tribunal de Santarém considerou ter-se ficado a dever “exclusivamente à total desatenção” do idoso, que nem sequer travou ou respeitou a sinalização antes do km 85 da A1.

SAIBA MAIS

CRÍTICAS “SEM ARREPENDIMENTO”

Na sentença, a juíza considera que o homem não revelou “sensibilidade, empatia ou arrependimento” pelo sucedido, tendo tentado justificar que o acidente se deveu a uma “quebra de consciência momentânea” quando conduzia.

VIAGEM IA COM A ESPOSA E CUNHADA

O condutor seguia - ao volante de um carro BMW - de Cinfães do Douro, de onde é natural, para a Amadora, onde reside, juntamente com a esposa e uma cunhada, tendo todos escapado ilesos ao acidente.
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