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Correio da Manhã

Portugal
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Vale da Telha trama autarcas

Manuel Marreiros e José Amarelinho, respectivamente, antigo e actual presidentes da Câmara de Aljezur, começaram ontem a ser julgados no Tribunal de Lagos num processo relativo ao loteamento de Vale da Telha. Estão acusados dos crimes de prevaricação e denegação de justiça, puníveis, com penas de 2 a 8 anos de prisão e multa. No processo são ainda arguidos uma topógrafa da autarquia e dois técnicos, que respondem por falsificação de testemunho. A topógrafa é ainda acusada de denegação de justiça.
6 de Janeiro de 2012 às 22:04
O actual presidente da Câmara de Aljezur, José Amarelinho (segundo à direita), é um dos arguidos
O actual presidente da Câmara de Aljezur, José Amarelinho (segundo à direita), é um dos arguidos FOTO: Miguel Veterano Júnior

De acordo com o Ministério Público, Manuel Marreiros, entre Janeiro de 1990 e Fevereiro de 2008, "tramitou processos em que concedeu licença de edificação e utilização de centenas de moradias", em Vale da Telha, "apesar de saber que a constituição do loteamento, a sua divisão em sectores em 1978 e alterações pelos ‘reajustamentos' de 1981 e 83 serem actos permitidos por deliberações que contrariavam a lei".

O objectivo, segundo o MP, era "obter receitas para a câmara" e beneficiar amigos, conhecidos ou apoiantes". Actuação idêntica é imputada a José Amarelinho.

Para o advogado de Marreiros, Pereira da Silva, a acusação é "frouxa e ininteligível". Já os arguidos querem ver "a verdade apurada e declarada".

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