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Correio da Manhã

Portugal
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VEÍCULO DA CÂMARA TRANSPORTAVA OSSADAS

Um veículo da Câmara Municipal de Lisboa foi ontem interceptado, cerca das 09h00, na Rua Dr. Francisco Luís Gomes, nos Olivais, por elementos da PSP, quando transportava ossadas entre os cemitérios do Alto de S. João e o dos Olivais, onde seriam cremados.
27 de Julho de 2003 às 00:13
VEÍCULO DA CÂMARA TRANSPORTAVA OSSADAS
VEÍCULO DA CÂMARA TRANSPORTAVA OSSADAS
Tal acção ficou devidamente consubstanciada numa queixa formulada pela Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) na esquadra da PSP dos Olivais, embora fonte do gabinete do vereador Pedro Feist, que confirmou o transporte, ontem, de ossadas, mas entre os cemitérios do Alto de S. João e o do Lumiar, considere que não foi cometida qualquer ilegalidade.
“Quando tivemos conhecimento da situação - transporte de ossadas entre cemitérios num veículo camarário não autorizado legalmente para o efeito - falámos com responsáveis da autarquia e a ANEL disponibilizou-se, através das empresas suas associadas a fazer o transporte gratuito desses restos mortais sempre que tal fosse solicitado “, assegurou ontem ao CM o presidente da ANEL, Carlos Almeida, que justificou a seguir a atitude da associação a que preside.
“Apesar de termos chamado a atenção dos responsáveis para a ilegalidade que estava a ser cometida, a Câmara persisitiu na sua actividade e fomos forçados a solicitar a intervenção da PSP. Até porque reputamos de extremamente grave o procedimento da entidade municipal, numa total ausência de dignidade e respeito que devem merecer os restos humanos e, ainda, por se tratar de uma acção dolosa e premeditada, em total desrespeito pela Lei em vigor.
Entendimento bem diferente sobre o assunto tem o gabinete do vereador Pedro Feist, que entre os vários pelouros a seu cargo tem o da Gestão Cemiterial:
“Confirmamos que a PSP interceptou ontem um veículo camarário que transportava ossadas do cemitério do Alto de S. João para serem cremados no cemitério do Lumiar, mas tratou-se de uma situação normal. O que era transportado eram ossadas há muitos anos armazenadas no Alto de S. João à espera de serem cremadas, operação que vai ter lugar no crematório do cemitério do Lumiar” referiu aquela fonte.
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