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Correio da Manhã

Portugal
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Velha arma G3 deixa Exército após 57 anos ‘aos tiros’

Governo português adquiriu 18 950 armas SCAR-L, de fabrico belga, num investimento que ronda os 42 milhões.
João Tavares 17 de Setembro de 2019 às 08:28
António Costa presidiu à cerimónia em que a G3 foi substituída pela moderna espingarda belga scar-l
António Costa presidiu à cerimónia em que a G3 foi substituída pela moderna espingarda belga scar-l
António Costa presidiu à cerimónia em que a G3 foi substituída pela moderna espingarda belga scar-l
António Costa presidiu à cerimónia em que a G3 foi substituída pela moderna espingarda belga scar-l
António Costa presidiu à cerimónia em que a G3 foi substituída pela moderna espingarda belga scar-l
António Costa presidiu à cerimónia em que a G3 foi substituída pela moderna espingarda belga scar-l
É mais moderna, menos pesada e tem uma maior precisão e cadência de tiro. Assim é a nova arma ligeira do Exército português. A SCAR-L, de fabrico belga, vem assim ‘matar’ a histórica G3, que entrou em ação há 57 anos (1962). Uma arma carregada de "simbolismo", como fez questão de dizer António Costa, que desempenhou um papel importante na guerra do Ultramar e também no 25 de abril de 1974. 

O primeiro-ministro presidiu à cerimónia de apresentação da nova família de armas ligeiras do Exército, abrilhantada com uma demonstração de fogo real no campo de tiro da Escola de Armas, em Mafra.

Até 2023, 18 950 armas dotarão este ramo das Forças Armadas: 15 mil SCAR L (a substituta da G3), 550 SCAR H (de precisão), 1400 metralhadoras Minimi (ligeiras e médias) e ainda 2000 lança granadas FN40GL. Tudo a troco de 42 milhões de euros.

"A conflitualidade e as características dos teatros de operações exigem que os militares estejam equipados com armamento leve, simples, com grande cadência de tiro, ao mesmo tempo, robusto e com grande precisão às próximas e médias distâncias", afirmou António Costa. "O imperativo de modernização impunha-se, mas não apaga o contributo de mais de 50 anos da G3", disse.

No quadro da execução da nova Lei de Programação Militar, estão previstos mais de 4,7 mil milhões de euros para vários programas de aquisição de equipamento militar.

Saiba mais
1962
Ano em que a espingarda G3, de fabrico alemão, entrou ao serviço do Exército português. Entrou logo em ação na Guerra do Ultramar, em África, onde era vista como uma arma bastante moderna para a altura.

600 tiros por minuto
A G3, com munições de calibre 7,62 mm, tem a capacidade de disparar 600 tiros por minuto, com a velocidade de saída do projétil a atingir os 790 metros por segundo.

Vários países
Vários países adotaram a G3 como arma para equipar os seus exércitos, entre os quais Grécia, Irão, México, Noruega, Paquistão, Suécia e Turquia, para além de Portugal.

Descontinuada
A empresa Heckler & Koch, fabricante da G3, deixou de produzir a espingarda de assalto em 2000/2001.

Missões
O Exército usou a G3 no Ultramar, Balcãs, Afeganistão, em Timor-Leste e em missões na República Centro-Africana, ao serviço das Nações Unidas.
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