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Correio da Manhã

Portugal
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Vem aí a ferrolândia

O início da construção do edifício ‘Redonda’, previsto para dentro de três meses, coloca em marcha a ‘ferrolândia’ do Entrocamento. “O espaço museológico sobre o caminho-de-ferro será único no País e um dos mais ambiciosos na Europa”, disse ao CM, Carlos Silva, membro da comissão instaladora do Museu Nacional Ferroviário.
7 de Março de 2005 às 00:00
Orçado em 25 milhões de euros, o museu partilhará uma área de cerca de seis hectares com um parque de diversões no qual é apontada a instalação de uma roda gigante panorâmica e de uma montanha russa. À disposição dos visitantes circulará pelo espaço museológico um minicomboio com capacidade para 20 a 30 pessoas.
Entre as peças que estarão espostas na ‘Redonda’ contam-se duas locomotivas do século XIX e uma carruagem de passageiros, que foram recolhidas do centro da cidade, após duas décadas em que estiveram expostas ao ar livre.
“Nos próximos dois meses, este material será restaurado”, precisou ao CM Carlos Silva, tal como outras peças que há vários anos aguardam no Entroncamento pelo museu.
Enquanto a grua efectuava os trabalhos de remoção das composições, os antigos trabalhadores da CP Duarte Serras, Francisco Marcelino e Manuel Ribeiro recordavam momentos em que a velha máquina alemã ainda circulava, bem como as viagens efectuadas na carruagem de bancos de madeira. No entanto, a decisão de retirar este material do jardim frente à estação entristeceu alguns habitantes da cidade. “Do meu ponto de vista gostava de ver a máquina aqui”, confessou Francisco Marcelino.
A ‘Redonda’ será o primeiro edifício do museu a ser construído. Com um custo de um milhão de euros as obras irão durar cerca de seis meses. Carlos Silva acrescentou ser necessário para a construção de todo o espaço museológico três anos, adiantando contudo que a decisão favorável à edificação não foi ainda tomada.
MUSEU E DIVERSÃO
MÁQUINAS A VAPOR
A primeira linha férrea portuguesa foi inaugurada em 1856 entre Lisboa e o Carregado. O museu contará com material circulante desde essa época até hoje. O futuro da ferrovia é outro dos temas abordados.
MONTANHA RUSSA
“Só ficarei satisfeito quando vir filas de turistas japoneses a tirar fotos”, referiu sobre o museu o ministro dos Transportes, António Mexia. Para a sustentabilidade económica do projecto serão instalados equipamentos de diversão e lazer.
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