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Vendedor diz ter sido discriminado

Um comerciante de Vila Nova de Milfontes, concelho de Odemira, diz estar a ser discriminado pela autarquia local por não conseguir licenciamento para a rulote de comidas e bebidas em que investiu. A câmara diz estar a cumprir os regulamentos do município.

30 de dezembro de 2007 às 00:00

“Investi dez mil euros na viatura e mercadoria, tenho o alvará sanitário e o cartão de vendedor ambulante. Só quero trabalhar e não me deixam”, disse ao CM Rui Lemos, residente em Milfontes e que pretendia licenciamento para abrir a rulote no período entre o Natal e o Ano Novo, período em que existe grande afluência à localidade.

“Se fosse igual para todos, eu não me queixava. Dizem que não legalizam a venda de comidas,mas há uma banca, junto à pista de carros de choque, vende pipocas, algodão doce e outras guloseimas. É uma injustiça”, acrescenta o comerciante.

Carlos Oliveira, vereador da Câmara de Odemira esclarece que o pedido de licença foi rejeitado por unanimidade. “Estamos a cumprir o regulamento. Em Odemira só é permitida a venda ambulante em locais e dias determinados, como são os mercados”, explica. O vereador acrescenta que é política local não permitir a implementação de estabelecimentos desta natureza, principalmente nas zonas turísticas, como Vila Nova de Milfontes.

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